Os moradores de Buena, distrito de São Francisco de Itabapoana (RJ), denunciam uma série de problemas que vêm impactando diretamente a qualidade de vida da comunidade. Eles cobram investimentos urgentes do poder público em infraestrutura, saúde e serviços essenciais.
Entre as principais reclamações estão a iluminação pública precária, que compromete a segurança durante a noite, e as estradas esburacadas, que dificultam a circulação de veículos e o acesso a serviços básicos. Produtores rurais afirmam que a falta de manutenção das vias está prejudicando o escoamento da produção agrícola, base econômica da região.
Além disso, os moradores relatam interrupções frequentes no fornecimento de água encanada, forçando muitas famílias a recorrerem a soluções improvisadas. O problema tem se agravado nos dias mais quentes, com maior demanda por água e nenhuma previsão de regularização.
Na área da saúde pública, as queixas são ainda mais graves. Segundo os residentes, o posto de saúde local não conta com pediatras, o que obriga pais e mães a se deslocarem para outras localidades em busca de atendimento para seus filhos. “Não temos atendimento adequado. Quando precisamos de um pediatra, temos que ir para longe”, relatou uma moradora que preferiu não se identificar.
A ausência de opções de lazer também preocupa. Jovens e crianças da comunidade afirmam que faltam espaços públicos adequados, como praças e quadras, para recreação e prática esportiva. Isso tem contribuído para o sentimento de abandono por parte do poder público, especialmente quando comparado a outras regiões do município que receberam melhorias recentes.
Apesar das obras realizadas em outras praias da cidade, como reveem alguns moradores, Buena segue esquecida. “Aqui parece que não existimos. Vemos melhorias em outras partes do município, mas aqui nada muda”, afirmou um pequeno agricultor da região.
A população espera uma resposta das autoridades e ações concretas para mudar a realidade do distrito. “A gente quer o mínimo: água, médico e estrada boa. Isso não é luxo, é necessidade”, completou outro morador.














