Milicianos que extorquiam comerciantes em Itaguaí são alvos da Polícia

Policia Civil

Milicianos que extorquiam comerciantes em Itaguaí foram alvo de uma operação da Polícia Civil realizada na manhã desta quarta-feira (28). A ação é conduzida por agentes da 50ª DP (Itaguaí) e tem como objetivo cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes da quadrilha. Até o momento, três criminosos foram presos e um veículo foi recuperado.

As investigações começaram em fevereiro de 2022, após a prisão de dois homens que recolhiam dinheiro de comerciantes a mando dos milicianos. Um deles foi flagrado com R$ 420 escondidos na cueca, o que ajudou a polícia a descobrir o esquema.

Ao longo das apurações, os policiais identificaram que o grupo criminoso cobrava taxas ilegais de comerciantes e moradores, sob ameaças constantes de violência. Quem se recusava a pagar era expulso da região ou tinha seu comércio tomado à força.

“Eles usavam fuzis, faziam ameaças de morte e não hesitavam em tomar o ponto comercial das vítimas. A população vivia acuada, pagando taxas semanais para não sofrer represálias”, informou um agente da investigação em depoimento ao jornal O Dia.

Um dos episódios mais graves ocorreu em dezembro de 2024, no bairro Somel, quando um comerciante foi expulso do próprio estabelecimento por se recusar a pagar a extorsão. Na ação, os criminosos invadiram o comércio, roubaram mercadorias, maquinários e até veículos de entrega, tudo sob ameaça de armas.

A operação desta quarta-feira cumpre mandados não só em Itaguaí, mas também em bairros da Zona Oeste do Rio, como Campo Grande, Santa Cruz, Sepetiba, Guaratiba, Inhoaíba e Recreio dos Bandeirantes, locais onde o grupo também atuava.

Segundo a Polícia Civil, os milicianos mantinham uma estrutura organizada para extorquir os moradores, utilizando rádios comunicadores, veículos roubados e armas de grosso calibre. As investigações continuam para capturar outros integrantes da quadrilha e recuperar bens subtraídos das vítimas.

A polícia reforça que a população pode colaborar com informações de forma anônima, através do Disque Denúncia (2253-1177).

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