Miguel Proença, ícone da música erudita brasileira, morre aos 86 anos

Miguel Proença

Morreu nesta sexta-feira (22), no Rio de Janeiro, Miguel Proença, música erudita brasileira, aos 86 anos. O pianista, considerado um dos maiores nomes do gênero no país, faleceu por falência múltipla de órgãos no Hospital São Vicente.

A informação foi confirmada pelo cantor Márcio Gomes em homenagem nas redes sociais. Miguel foi uma das pessoas mais queridas que já conheci, respirava arte. Foi sempre um amigo fiel e incentivador, escreveu o artista, destacando ainda o amor do pianista pela música popular e sua alegria contagiante.

Nascido em Quaraí, no Rio Grande do Sul, Proença se apaixonou pelo piano ainda criança. Estudou música na Alemanha, em Hamburgo e Hannover, e depois construiu carreira internacional, tocando em prestigiados palcos e também promovendo compositores brasileiros como Heitor Villa-Lobos, Ernesto Nazareth e Radamés Gnattali. Seu primeiro grande trabalho foi a coleção Piano Brasileiro, uma série de dez CDs dedicada a autores nacionais.

Além da trajetória artística, teve papel importante como educador e gestor cultural. Dirigiu a Sala Cecília Meireles em duas ocasiões, esteve à frente da Escola de Música Villa-Lobos e foi secretário municipal de Cultura do Rio na década de 1980. Em 2019, assumiu brevemente a presidência da Funarte, mas deixou o cargo após se posicionar em defesa da atriz Fernanda Montenegro.

Com mais de 30 discos gravados, colaborações com músicos renomados e uma vida dedicada à música, Miguel Proença deixa três filhos — Paulo, Daniel e Laura — e um legado de valor incalculável para a cultura brasileira. O velório será realizado neste domingo (24), na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro.

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