A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro prepara áudio que será reproduzido durante os protestos da direita marcados para este domingo (7), em diferentes cidades do Brasil. No entanto, sua presença na manifestação da Avenida Paulista, em São Paulo, ainda não está confirmada. Segundo aliados, a decisão será tomada no próprio dia, já que Michelle acompanha de perto o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, que voltou a apresentar crises de soluço e vômitos em decorrência de uma esofagite.
A manifestação na Avenida Paulista deve ser o principal ato do feriado da Independência. O evento contará com a participação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB).
Nem todos os aliados estarão presentes em São Paulo. O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), não participará. Já o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), deve acompanhar o ato em Florianópolis, após o desfile cívico da Independência.
Os filhos do ex-presidente também devem se dividir. O vereador Carlos Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) são aguardados na manifestação que acontece na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Alguns políticos pretendem participar de mais de um ato, como o deputado Nikolas Ferreira (PL) e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que devem marcar presença tanto em Belo Horizonte quanto em São Paulo.
Os protestos ocorrem às vésperas do julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), previsto para a próxima sexta-feira. O ex-presidente e outros sete réus foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa, grave ameaça e dano a patrimônio tombado. A única exceção é o deputado Alexandre Ramagem (PL), que não responde pelos fatos ocorridos após sua diplomação.














