Michelle Bolsonaro é pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal, confirma Flávio

Michelle Bolsonaro

Michelle Bolsonaro é pré-candidata ao Senado, o anúncio foi confirmada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta quinta-feira (13), durante entrevista ao programa Pânico, da rádio Jovem Pan. Segundo ele, a ex-primeira-dama é pré-candidata ao cargo nas eleições de 2026.

De acordo com Flávio, a movimentação faz parte de uma reorganização do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador também afirmou que outros integrantes da família devem disputar cargos no próximo pleito.

Entre os nomes citados está Carlos Bolsonaro, que, segundo Flávio, é pré-candidato ao Senado por Santa Catarina. Jair Renan Bolsonaro também teria planos de concorrer a deputado federal pelo mesmo estado. Já Eduardo Bolsonaro, conforme declarado, não deve participar da disputa, pois está nos Estados Unidos.

O cenário ocorre enquanto Jair Bolsonaro permanece inelegível e preso após condenação no Supremo Tribunal Federal relacionada à trama golpista. Mesmo assim, o grupo político segue ativo nas articulações para 2026.

A declaração sobre Michelle também acontece em meio à divulgação de nova pesquisa Genial/Quaest. O levantamento aponta redução na diferença entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno presidencial.

Segundo os dados divulgados, Lula aparece com 43% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 38%. Em dezembro, a vantagem do presidente era maior, de dez pontos percentuais.

A pesquisa também indica que nomes associados à chamada “terceira via”, como governadores de diferentes estados, não apresentaram avanço expressivo nos cenários testados.

Entre eleitores classificados como bolsonaristas, Flávio ampliou apoio no primeiro turno em simulações contra Lula. Já entre eleitores independentes, a diferença entre os dois principais nomes diminuiu em relação ao levantamento anterior.

O anúncio de Michelle Bolsonaro ao Senado pelo Distrito Federal se insere, portanto, em um ambiente de polarização política e ajustes estratégicos para 2026, com movimentos que podem redesenhar o cenário eleitoral nos próximos meses — e novos desdobramentos devem surgir a partir dessas articulações.

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