O Carnaval de Paraty tem palcos e trios elétricos embargados pelo Iphan após a constatação de que estruturas estavam sendo montadas no Centro Histórico sem autorização prévia do órgão federal. A medida foi tomada na manhã desta sexta-feira (13) e interrompeu a instalação dos equipamentos previstos para a festa.
De acordo com o termo de embargo, as estruturas estavam sendo erguidas ao lado da Igreja Matriz, um dos principais cartões-postais da cidade. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional apontou que não houve anuência formal para a intervenção.
No documento, o órgão registrou que a montagem ocorreu sem autorização, “gerando assim danos à ambiência e visibilidade do patrimônio cultural”. O Iphan também advertiu que o descumprimento da decisão pode configurar crime de desobediência.
Paraty é reconhecida como Patrimônio Mundial, o que impõe regras específicas para intervenções urbanas, especialmente no Centro Histórico, onde estão concentrados casarões coloniais, igrejas e ruas de pedra que compõem o conjunto arquitetônico tombado.
Por se tratar de área protegida, qualquer instalação temporária, estrutura de palco ou alteração visual depende de análise técnica e autorização prévia do órgão responsável pela preservação do patrimônio.
Segundo documento oficial da Prefeitura de Paraty, o planejamento do Carnaval previa a utilização de trios elétricos na região do Centro Histórico, incluindo um trio de grande porte. A proposta integrava a programação da festa deste ano.
Com o embargo, a montagem das estruturas na área questionada foi interrompida, ao menos temporariamente, enquanto a situação é analisada. O caso reacende o debate sobre a realização de grandes eventos em áreas tombadas e os limites entre celebração popular e preservação histórica.
E às vésperas da folia, a decisão pode impactar a programação do Carnaval de Paraty, que agora aguarda definição sobre os próximos passos para manter a festa dentro das regras do patrimônio cultural.














