As medidas para reduzir preço das passagens aéreas devem ser anunciadas pelo governo ainda nesta semana, após o aumento expressivo no valor do querosene de aviação, considerado um dos principais custos das companhias aéreas. A expectativa é conter os impactos diretos no bolso dos passageiros.
Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o pacote deve incluir quatro ações voltadas ao setor. Entre elas, estão o reparcelamento de tarifas aeroportuárias junto à Força Aérea Brasileira e a redução de tributos como PIS e Cofins.
Além disso, o governo estuda a criação de duas linhas de crédito específicas para as companhias aéreas. Uma delas deve facilitar a compra do combustível com condições mais vantajosas por meio do Fundo Nacional da Aviação Civil. A outra terá prazos mais curtos, mas contará com garantia do próprio governo.
O movimento ocorre após o reajuste de 55% no preço do querosene de aviação, anunciado no início de abril. O combustível, derivado do petróleo, representa cerca de 30% dos custos totais das empresas do setor, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil.
O aumento está ligado ao cenário internacional, com a elevação do preço do barril de petróleo influenciada por tensões geopolíticas em regiões produtoras e estratégicas para o abastecimento global.
O ministro destacou que o governo busca alternativas para evitar que o impacto seja repassado integralmente ao consumidor. Segundo ele, passagens já compradas com antecedência não devem sofrer alterações de preço.
“Todo o governo está sensível ao tema por considerar que isso atinge diretamente o brasileiro que vai viajar”, afirmou.
“Quando se fala em aumento do preço da passagem, o resultado é menos brasileiros viajando e menor conectividade entre as cidades”, acrescentou.
O setor aéreo vive um momento de crescimento no país, com recorde recente de passageiros transportados, o que reforça a preocupação com possíveis efeitos negativos da alta nos custos.
A expectativa agora é que o anúncio das medidas para reduzir preço das passagens aéreas traga alívio ao setor — e principalmente aos consumidores que dependem do transporte aéreo no dia a dia.














