A Justiça do Rio de Janeiro manteve a decisão pela prisão preventiva do médico acusado de matar paciente durante um procedimento estético em uma clínica de Campo Grande, na Zona Oeste da cidade. José Emílio de Brito é apontado como responsável pela morte de Marilha Menezes Antunes, de 28 anos, ocorrida no início de setembro. A decisão foi assinada pelo juiz Thiago Portes Vieira de Souza, que também determinou a prisão da enfermeira Sabrina Rabetin Serri, envolvida no caso.
O pedido foi apresentado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que defendeu a necessidade de manter os acusados presos para garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal. O órgão ressaltou a gravidade do crime e a possibilidade de interferência no andamento das investigações caso os envolvidos permanecessem em liberdade.
Segundo as investigações, a morte de Marilha ocorreu na Clínica Amacor. José Emílio de Brito teria falsificado a declaração de óbito para tentar ocultar as causas da morte, indicando broncoaspiração e parada cardiorrespiratória como motivos. No entanto, o laudo de necrópsia apontou sete perfurações no corpo da vítima — duas delas atingindo a cavidade abdominal e o rim esquerdo — além de hemorragia interna.
Em decisão anterior, a juíza Alessandra da Rocha Lima havia determinado a prisão temporária do médico, destacando o risco de que ele voltasse a cometer delitos. Na ocasião, também foi autorizada a quebra dos sigilos telefônico e telemático de José Emílio.
O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) abriu uma sindicância para apurar a conduta do profissional. Caso sejam comprovadas infrações éticas, o médico poderá sofrer sanções que variam de suspensão a cassação definitiva do registro profissional.
A defesa de José Emílio de Brito ainda não se manifestou sobre a decisão. O processo segue sob sigilo judicial.














