O Governo do Rio anunciou um investimento de R$ 2,6 milhões para a compra de georradares, equipamentos capazes de identificar túneis subterrâneos usados em tentativas de fuga nos presídios do estado. O projeto, conduzido pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), prevê a aquisição inicial de três aparelhos, com contratação estimada para março de 2026.
Atualmente, a fiscalização do entorno das penitenciárias é feita por meio de inspeções visuais e escavações pontuais — métodos considerados limitados para detectar túneis em fase de construção. Com a nova tecnologia, o governo pretende modernizar a vigilância e reduzir o número de intervenções manuais e operações de risco.
Os georradares funcionam emitindo ondas eletromagnéticas no solo, capazes de identificar cavidades, objetos e alterações subterrâneas. Integrados a sistemas de georreferenciamento, esses equipamentos permitem mapear a profundidade e a localização de túneis com alta precisão, facilitando ações preventivas e reduzindo custos operacionais.
A medida foi motivada por episódios recentes, como a descoberta de um túnel no Presídio Vicente Piragibe, em Bangu, em setembro de 2024. A escavação, planejada para auxiliar na fuga de detentos ligados ao Comando Vermelho, evidenciou a necessidade de modernização do monitoramento no sistema penitenciário.
O processo de aquisição dos aparelhos seguirá o modelo de Intenção de Registro de Preço (IRP), que permite a adesão de outros órgãos interessados e torna a compra mais ágil e eficiente. De acordo com a Seap, a iniciativa faz parte do plano de modernização da infraestrutura de segurança e será acompanhada de novos investimentos em inteligência e tecnologia.
Estudos da Secretaria Nacional de Políticas Penais destacam que, além de detectar túneis, os georradares também podem identificar armas, drogas e outros materiais enterrados, contribuindo para a segurança e o controle nas unidades prisionais.














