Matheus Maia Azeredo foi preso nesta terça-feira (24), na Zona Oeste do Rio, suspeito de executar uma mulher com 13 tiros em Sulacap, em setembro de 2025. A captura foi realizada por agentes da 31ª DP (Ricardo de Albuquerque), no bairro de Padre Miguel.
De acordo com a Polícia Civil, ele já possuía outros mandados de prisão por homicídio em aberto. As investigações apontam que o suspeito atuaria como matador de aluguel e também possui registro anterior por roubo.
A vítima, Bianca Villaça, ficou internada por mais de dez dias após ser atingida por diversos disparos. O crime teria sido motivado por uma cobrança relacionada a empréstimo de dinheiro.
Outro homem já havia sido preso anteriormente por suspeita de mandar matar Bianca. Trata-se de Diogo da Silva Marques, conhecido como Diogo Marley, apontado pela investigação como agiota. Segundo a 33ª DP (Realengo), ele teria ameaçado a vítima por semanas antes do crime.
As apurações revelaram mensagens em que o suspeito cobrava valores com juros e estabelecia prazos. Em um dos trechos, escreveu: “Olha só, melhor você me pagar. Eu quero um bom dinheiro até segunda [14 de julho]”. Em outra mensagem, afirmou: “Não vou mais ficar ouvindo história. Acabou essa prra! Não vou mais ficar mandando mensagens não!”*.
Na véspera do crime, o tom se intensificou. “Já falou um monte te coisa e não cumpriu. Não vem de marra não, filhona! Você pegou sabendo que tinha que pagar os juros”, escreveu. A vítima respondeu: “Sim, não sou maluca”. Em seguida, ele retrucou: “Minha filha, dá teu jeito. Tá achando que isso é caridade? Que vamos te emprestar dinheiro pra você pagar 6 meses depois?”.
Pouco antes do assassinato, a ameaça foi direta: “Amanhã estarão aí. Se nosso dinheiro não estiver na conta até as 11h!”.
“Diogo ameaçou a vítima de forma reiterada, em especial na véspera do crime, quando ele fala que se o dinheiro não caísse na conta dele, ‘ela receberia visitas’”, afirmou o delegado Flavio Rodrigues. “E de fato aconteceu.”
Na delegacia, o suspeito apontado como mandante negou participação no crime. A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer completamente a dinâmica do homicídio e eventuais outros envolvidos.
O caso chama atenção pela violência e pela atuação de grupos ligados à cobrança ilegal de dívidas, enquanto a polícia aprofunda as diligências para concluir o inquérito.














