Malafaia apoia Douglas Ruas e sinaliza nova aliança política

Malafaia apoia Douglas Ruas e sinaliza nova aliança política

O pastor Silas Malafaia indicou o seu apoio a Douglas Ruas e sinaliza uma nova aliança política durante a inauguração da nova sede da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec), realizada na noite de sábado (21). O gesto ocorreu um dia após o pastor anunciar o rompimento político com o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD).

Douglas Ruas, secretário estadual das Cidades e deputado estadual licenciado pelo PL, é apontado como provável nome da direita para disputar o governo do estado. Durante o culto, Silas Malafaia pediu orações para o secretário e afirmou que “coisas boas” podem acontecer em breve, indicando apoio ao projeto político.

Também participaram do evento o senador e presidente do PL no Rio, Bruno Bonetti, o deputado federal Sóstenes Cavalcante, o secretário estadual de Envelhecimento Saudável, Alexandre Isquierdo (União Brasil), e o prefeito de Rio das Ostras, Carlos Augusto Balthazar (PL).

O rompimento entre Malafaia e Paes foi anunciado após o desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O prefeito apareceu ao lado de Lula na Marquês de Sapucaí, o que levou o líder religioso a declarar o fim do “pacto de não-agressão” firmado nas eleições municipais de 2020 e 2024.

O pastor também criticou a ala intitulada “Neoconservadores em conserva”, apresentada pela escola, que ironizava pautas associadas a grupos conservadores. Após a repercussão, políticos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro compartilharam manifestações nas redes sociais em defesa da família tradicional.

A relação entre Malafaia e Paes vinha sendo marcada por proximidade ao longo de duas décadas. Em 2025, o prefeito chegou a declarar publicamente que “mexeu com Silas Malafaia, mexeu comigo”. Em outros momentos, o religioso também saiu em defesa do então aliado.

Agora, no entanto, Malafaia afirma que não caminhará politicamente com quem apoia Lula. Além de Douglas Ruas, ele mencionou o secretário da Polícia Civil, Felipe Curi, como possível nome da direita para disputar o governo estadual.

O gesto reforça a reorganização do tabuleiro político fluminense e pode influenciar diretamente as articulações para a próxima eleição estadual.

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