Os atendimentos médicos no Carnaval do Rio concentraram principalmente casos de mal-estar provocado pelo calor, picos de pressão e consumo excessivo de álcool. Segundo balanço divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), foram registrados 4.970 atendimentos nos postos montados pela prefeitura no Sambódromo e nos circuitos de blocos de rua.
A maior demanda ocorreu na Marquês de Sapucaí, que recebeu os ensaios e desfiles das escolas de samba. Ao longo das apresentações da Série Ouro, do Grupo Especial e das categorias mirins, foram contabilizados 3.530 atendimentos. Apenas no Sábado das Campeãs (21), houve 601 ocorrências.
Nos blocos de rua, a estrutura instalada no Centro e na Zona Sul registrou 780 atendimentos. Ao todo, 55 blocos foram acompanhados pelas equipes de saúde, incluindo grandes eventos como o Monobloco.
Antes mesmo do início oficial da folia, os ensaios técnicos já haviam demandado suporte médico. Nos três fins de semana anteriores ao Carnaval, foram realizados 660 atendimentos nos postos da Sapucaí.
Entre os principais motivos das ocorrências estiveram mal-estar pelo calor intenso, pressão alta, fadiga, dores de cabeça e intoxicação por álcool. Também foram frequentes casos de cortes, quedas, entorses e contusões leves.
De acordo com a SMS, cerca de 92% dos pacientes receberam atendimento no próprio local e não precisaram de encaminhamento hospitalar. Ao todo, 374 pessoas foram transferidas para unidades da rede municipal.
Além da assistência médica, o Instituto Municipal de Vigilância Sanitária (IVISA-Rio) realizou 320 fiscalizações no Sambódromo. Durante as inspeções em pontos de venda de alimentos e bebidas, 167 amostras foram coletadas para análise laboratorial, e houve reforço nas orientações sobre a proibição do fumo em áreas fechadas.
A Vigilância em Saúde informou que o monitoramento epidemiológico seguirá pelos próximos 45 dias para identificar possíveis surtos ou eventos relacionados ao período carnavalesco.
Com grandes públicos e temperaturas elevadas, os números reforçam os desafios logísticos e sanitários de um dos maiores eventos do país — e mostram como a estrutura de saúde se tornou peça-chave para garantir que a festa continue sem comprometer a segurança dos foliões.














