A Polícia Civil apreendeu mais de 300 celulares apreendidos com registros de roubo ou furto em uma operação realizada nesta sexta-feira (16) na comunidade de Rio das Pedras, Zona Oeste do Rio. A ação, batizada de Operação Rastreio, também resultou na prisão de sete pessoas envolvidas na comercialização irregular dos aparelhos.
Segundo as autoridades, as diligências ocorreram a partir de um trabalho prévio de inteligência, que identificou pontos de venda de eletrônicos sem origem legal. Estabelecimentos comerciais foram alvo da operação, que mobilizou equipes de três delegacias especializadas: a Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), a Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) e a Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme).
Todos os celulares apreendidos foram encaminhados para perícia e, posteriormente, serão devolvidos aos proprietários legítimos. As investigações agora buscam identificar a extensão do esquema e possíveis conexões com quadrilhas de roubo e receptação de aparelhos eletrônicos.
Os sete suspeitos detidos durante a operação deverão responder pelos crimes de receptação, associação criminosa e outros delitos que forem constatados ao longo das investigações. A Polícia Civil não divulgou os nomes dos presos, mas confirmou que todos estavam diretamente envolvidos com a venda de celulares com restrição de furto ou roubo.
A operação Rastreio foi deflagrada no início de maio e tem como foco o combate à cadeia de comercialização de aparelhos celulares subtraídos. Até agora, mais de 500 celulares foram recuperados em diversas regiões do estado. A iniciativa visa desarticular o mercado paralelo que lucra com dispositivos adquiridos de forma ilegal e revendidos em pontos comerciais ou pela internet.
De acordo com os investigadores, a venda de celulares furtados ou roubados alimenta uma cadeia criminosa que se estende por diversas comunidades e centros comerciais. Em muitos casos, os aparelhos são desbloqueados ou desmontados para revenda de peças, dificultando a identificação de origem. A perícia técnica busca cruzar os números de série dos equipamentos com o banco de dados da polícia, permitindo a identificação dos donos e a restituição.
A Polícia Civil alerta os consumidores para os riscos de adquirir celulares sem nota fiscal ou procedência clara. A compra de produtos furtados ou roubados configura o crime de receptação, com penas que podem chegar a quatro anos de prisão. O órgão orienta que a população consulte a procedência do aparelho por meio de sites oficiais, como o portal “Celular Legal”, da Anatel.
A ação em Rio das Pedras reforça o compromisso das forças de segurança em combater a receptação e as quadrilhas que lucram com a revenda de eletrônicos roubados. Além da repressão policial, a campanha educativa também é parte da estratégia da operação, visando conscientizar a população sobre o impacto da compra de produtos ilegais.
Com os mais de 300 celulares apreendidos, a operação já é considerada uma das mais expressivas no combate ao comércio ilegal de dispositivos móveis na Zona Oeste. A Polícia Civil informou que outras ações semelhantes devem ocorrer nas próximas semanas em diferentes bairros do Rio.














