Mãe presa em Niterói suspeita de matar bebê de quatro meses

Gisele Barbosa Paraguassu Simek foi presa em Niterói

A Polícia Civil prendeu nesta sexta-feira (9) Gisele Barbosa Paraguassu Simek, acusada de matar o próprio filho de apenas quatro meses em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. A mulher foi capturada por agentes da 77ª DP (Icaraí), no bairro Santana, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva por homicídio qualificado.

Segundo as investigações, o caso ocorreu em março do ano passado, quando a mãe teria levado o bebê, que sofria de asma, para passar a noite em um bar, enquanto ela consumia bebidas alcoólicas. Em seguida, ainda de acordo com a polícia, Gisele administrou ao filho uma dose excessiva de medicação, o que acabou provocando a morte da criança.

O crime, considerado de extrema gravidade, foi investigado por meses até que a Justiça expediu o mandado de prisão. A suspeita foi localizada nesta sexta-feira e encaminhada ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Além de Gisele, o pai da criança, que também era companheiro da suspeita, está sendo investigado pelo mesmo crime. Ele já teve sua prisão decretada, mas segue foragido.

A Polícia Civil não divulgou o nome do medicamento usado, mas confirmou que o uso indevido da substância contribuiu de forma direta para o óbito do bebê. O caso foi registrado como homicídio qualificado, com agravantes de vulnerabilidade e negligência.

A Delegacia de Icaraí prossegue com as investigações para esclarecer se houve intenção premeditada ou se o ato foi motivado por imprudência. O histórico familiar e o comportamento dos pais antes do ocorrido também são alvos da apuração.

A prisão de Gisele reacende o debate sobre negligência e violência doméstica contra crianças, especialmente em contextos de vulnerabilidade social e uso de substâncias. O Conselho Tutelar de Niterói acompanha o caso e deve emitir um parecer nos próximos dias.

O caso está sob responsabilidade da 3ª Vara Criminal de Niterói, que avaliará os próximos passos do processo judicial. Até o momento, familiares da criança não se pronunciaram publicamente.

Limpatech