A Polícia Civil prendeu uma mulher e o companheiro dela, mãe e padrasto de um bebê, suspeitos de envolvimento direto na morte da criança por asfixia mecânica em Macaé, no Norte Fluminense. O caso causou forte comoção entre vizinhos na região.
Prisão de casal após morte de bebê por asfixia em Macaé
As investigações começaram logo depois que a criança deu entrada em uma unidade hospitalar com quadro grave de parada respiratória e sinais evidentes de violência física. Os profissionais de saúde tentaram manobras de reanimação, mas o bebê não resistiu e faleceu pouco tempo após o atendimento inicial.
A equipe médica que atendeu o caso suspeitou da dinâmica informada pelos responsáveis e acionou imediatamente as forças de segurança pública do município. Exames realizados pelo Instituto Médico Legal confirmaram que o falecimento ocorreu por asfixia, o que levou à expedição dos mandados de prisão preventiva contra o casal.
Segundo a polícia, os dois adultos prestaram depoimentos contraditórios quando confrontados com o laudo pericial oficial. Ambos permaneceram custodiados na delegacia local e devem ser encaminhados ao sistema prisional do estado do Rio de Janeiro, onde passarão por audiência de custódia perante a Justiça.
O que já se sabe sobre a apuração policial
Os agentes da delegacia distrital reuniram depoimentos de vizinhos, testemunhas e parentes próximos da família para traçar a rotina da casa. De acordo com informações preliminadas da apuração, vizinhos relataram que episódios de discussões domésticas eram ouvidos no imóvel com frequência nos últimos meses.
O inquérito foi instaurado para apurar homicídio qualificado e eventual omissão de socorro por parte dos responsáveis legais pela guarda do bebê. A Polícia Civil trabalha agora para definir com precisão o grau de envolvimento e as condutas individuais de cada um dos suspeitos durante o episódio.
Outros laudos complementares da perícia técnica ainda estão sendo aguardados pelos investigadores nos próximos dias. Esses documentos vão esclarecer o intervalo de tempo exato entre a agressão e a procura por ajuda médica de emergência.
Quem responde por isso na região
O caso está sob responsabilidade da 123ª Delegacia de Polícia (Macaé), unidade encarregada de concluir o inquérito e remeter o procedimento com as provas reunidas ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. A delegacia funciona em regime de plantão de 24 horas na Rua Papa João XXIII, número 400, no bairro Imbetiba.
O patrulhamento ostensivo na área central e nos bairros adjacentes de Macaé é realizado pelo 32º Batalhão de Polícia Militar. A corporação informou que viaturas seguem reforçando a segurança e o policiamento preventivo nas comunidades do município.
Além das polícias Civil e Militar, o Conselho Tutelar de Macaé também atua no caso para verificar a existência de outros menores na residência da família e acompanhar medidas de proteção social e jurídica.
Como denunciar casos de agressão infantil
A população pode colaborar com informações anônimas fundamentais para investigações e combate à violência doméstica através do Disque Denúncia do Rio de Janeiro. O serviço atende pelo telefone (21) 2253-1177, com funcionamento de 24 horas por dia e garantia total do sigilo da identidade.
Denúncias referentes à violação de direitos humanos e agressões contra crianças e adolescentes também podem ser feitas em todo o país pelo canal Disque 100, do governo federal. A ligação é gratuita e pode ser realizada a partir de qualquer telefone fixo ou celular.
Em situações de urgência ou flagrante delito em andamento, a Polícia Militar deve ser acionada imediatamente pelo telefone de emergência 190, com despacho prioritário de viaturas até o local indicado pelo cidadão.














