Carlos Bolsonaro deixa o Rio e é eleito senador em Santa Catarina

Após sete mandatos seguidos na Câmara Municipal do Rio, o vereador Carlos Bolsonaro (PL) foi eleito senador por Santa Catarina neste domingo. Ele conquistou mais de 1,9 milhão de votos e garantiu a segunda cadeira do estado.

Da Câmara de Vereadores do Rio para uma cadeira no Senado

A contagem oficial com 93% das urnas apuradas confirmou o resultado nas eleições gerais. Carlos Bolsonaro disputou a eleição pelo Partido Liberal fora da sua base tradicional no Rio de Janeiro. A mudança de domicílio eleitoral ocorreu em dezembro do ano passado, quando ele preparou o terreno para a corrida legislativa no Sul.

O político ocupou uma vaga na Câmara do Rio pela primeira vez no ano 2000. Foram mais de duas décadas atuando na política municipal carioca, com forte presença nos bairros da Zona Oeste e Zona Sul da capital. Agora, com a vitória nas urnas do Sul do país, ele assume um mandato de oito anos em Brasília a partir do início da próxima legislatura.

Como ficou a disputa das vagas no Senado por Santa Catarina

Santa Catarina renovou duas cadeiras no Senado Federal nesta eleição. A companheira de chapa de Carlos, a deputada federal Carol de Toni (PL), garantiu a primeira vaga na disputa. Os dois consolidaram a força do grupo do governador Jorginho Mello (PL), reeleito no estado com mais de 2,7 milhões de votos.

A chegada do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro causou atrito interno entre os partidos de direita catarinenses. Havia uma negociação anterior para manter o experiente senador Esperidião Amin (PP) na composição da chapa oficial governista. Com a confirmação da dupla do Partido Liberal, o parlamentar do Progressistas decidiu manter sua candidatura de forma independente, mas acabou terminando a apuração em terceiro lugar, ficando de fora da nova bancada federal.

Quais foram os principais pontos da campanha eleitoral

Ao longo da campanha eleitoral, adversários locais criticaram a ausência de histórico político de Carlos Bolsonaro em Santa Catarina. O candidato optou por não participar de debates públicos nem de sabatinas organizadas por emissoras de comunicação locais durante o período eleitoral.

A estratégia nas ruas focou na vinculação direta com a pauta nacional de sua família e na campanha presidencial do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL). Essa presença em Brasília ganha ainda mais peso na bancada familiar com a eleição simultânea de Michelle Bolsonaro (PL), que também assegurou uma vaga no Senado pelo Distrito Federal neste pleito.

O que muda agora na rotina do eleitor e na representação

Para o eleitor do Rio de Janeiro, a mudança oficializa a saída de uma das figuras mais antigas da bancada da Câmara Municipal carioca. Carlos deixa de atuar nos projetos locais da cidade e transfere suas ações em definitivo para a representação do estado de Santa Catarina em Brasília.

No Congresso Nacional, o mandato de senador dura oito anos e cuida de matérias amplas, como a fiscalização das leis federais, sabatina de ministros dos tribunais superiores e direcionamento do orçamento da União. O novo mandato legislativo tem início formal em 1º de fevereiro, data oficial em que os novos senadores prestam juramento no plenário.

Como acompanhar a prestação de contas e a transição

O eleitor que deseja verificar a votação detalhada de cada seção eleitoral pode consultar os dados oficiais no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por meio do site oficial tse.jus.br ou pelo aplicativo móvel Resultados, disponível para celulares Android e iOS.

Dúvidas sobre a regularidade do título, justificativa de ausência no dia da votação e quitação eleitoral podem ser resolvidas presencialmente nos cartórios do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) ou pelo atendimento telefônico do disque-eleitor de cada estado. No Rio de Janeiro, o TRE atende a população no número (21) 3436-9000, com suporte em dias úteis das 11h às 17h para quem precisa acertar a situação documental até o prazo legal de 60 dias após a votação.

Foto: Agenda do Poder

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