No Rio de Janeiro, uma mulher enfrenta o julgamento em júri popular após ser acusada de envenenar enteados com chumbinho em um caso ocorrido em 2022 na comunidade de Realengo, Zona Oeste. A ré, Cíntia Mariano Cabral, está presa desde maio de 2022 e responde por homicídio e tentativa de homicídio.
O crime resultou na morte de Fernanda Carvalho, de 22 anos, que permaneceu internada por 12 dias antes de falecer em 27 de março de 2022. Seu irmão, Bruno Cabral, então com 16 anos, também sofreu envenenamento após consumir feijão na casa do pai e da madrasta, mas sobreviveu.
Durante audiência de instrução e julgamento realizada em maio de 2023, Cíntia exerceu seu direito de permanecer em silêncio. O único depoimento colhido foi o do médico legista da Polícia Civil, Gustavo Figueira Rodrigues, que atestou indícios de intoxicação grave, confirmando a suspeita de envenenamento.
Em seu depoimento emocionado, a mãe de Fernanda afirmou: “Desde o início, quando tudo aconteceu com o Bruno, eu tinha certeza de que era ela. … Independente disso, seguimos com fé de que ela receberá a maior sentença já vista em todo país, porque é o que ela merece.”
A investigação indicou que Cíntia teria colocado chumbinho na comida dos irmãos em duas ocasiões — 15 de março (Fernanda) e 15 de maio (Bruno). O laudo complementou que Fernanda morreu em função de intoxicação exógena, apesar da substância não ter sido identificada. Já no caso de Bruno, foram encontradas evidências de compostos como carbofuran e terbufós, componentes tóxicos presentes no chumbinho.
O processo ocorre nesta terça-feira (21) e será julgado pela assistência da 33ª DP (Realengo). O veredito poderá definir a pena da ré e servir de marco para casos similares envolvendo envenenamento no ambiente doméstico.














