Larissa Quintanilha, a Lalá, é presa pela Força Municipal no Centro do Rio

Larissa Quintanilha

Larissa Quintanilha, conhecida como Lalá, foi presa por agentes da Força Municipal na noite de segunda-feira, durante patrulhamento de rotina no Centro do Rio. Ela tinha mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas e foi capturada após tentar fugir de uma abordagem.

Segundo as informações, Larissa é parente de Wilton Quintanilha, conhecido como Abelha, e seria uma peça importante na estrutura da quadrilha que atua na região central da cidade. A suspeita exerceria a função de gerente de carga dentro da organização criminosa.

A abordagem aconteceu na Rua General Caldwell, próximo à Avenida Presidente Vargas. Larissa estava em uma motocicleta quando recebeu ordem de parada para averiguação, mas não obedeceu.

Após a tentativa de fuga, os agentes iniciaram uma perseguição e conseguiram capturá-la. Durante a ação, ela foi identificada, e os guardas confirmaram a existência do mandado de prisão em aberto.

Com a suspeita, foram apreendidos R$ 2.043 em dinheiro e um celular. O material deverá ser analisado pelas autoridades para auxiliar nas investigações sobre a atuação da organização criminosa na região.

A prisão ocorre em meio a investigações sobre o funcionamento do tráfico na Lapa, uma das áreas de maior circulação turística do Rio. Um relatório policial produzido entre outubro de 2024 e novembro de 2025 detalha a venda de drogas em pontos como a Rua Joaquim Silva e a Travessa do Mosqueira.

De acordo com a investigação, o esquema seria organizado pelo Comando Vermelho. As drogas, armazenadas no Fallet, seriam levadas até a Lapa por pessoas usadas no transporte do material, função que costuma ser ocupada por mulheres e menores de idade.

O relatório também aponta que veículos particulares e até meios de transporte de serviço, como táxis e mototáxis, seriam usados para facilitar o deslocamento das drogas entre as regiões.

Ao chegarem à Lapa, os entorpecentes seriam escondidos em casarões abandonados. No inquérito, esses imóveis são comparados a bunkers, já que teriam portas de aço instaladas para dificultar a entrada de policiais durante operações ou flagrantes.

Na Rua Joaquim Silva, os pontos de venda de drogas seriam identificados pelos números dos imóveis. Já na Travessa do Mosqueira, o comércio se concentraria em um prédio branco de três andares, localizado na esquina com a Avenida Mem de Sá.

Recentemente, uma ação da Polinter, da Polícia Civil, na região resultou na apreensão de drogas e na prisão de três suspeitos em flagrante por tráfico. Entre os materiais apreendidos estava fentanil, substância de alto risco associada a casos graves de overdose.

A prisão de Larissa Quintanilha reforça o cerco das forças de segurança contra a estrutura do tráfico no Centro do Rio. O caso segue em investigação, e as autoridades devem apurar a participação da suspeita na logística de distribuição de drogas na região.

Limpatech