Lagarto pré-histórico oferece pistas sobre biodiversidade do passado terrestre

Lagarto pré-histórico

Após descobrir e analisar, fragmentos de um esqueleto, nas coleções do Museu de História Natural de Utah, USA, pesquisadores descobriram um novo membro da família dos monstersauros.

A análise de fragmentos de crânio, membros e osteodermos fósseis permitiu reconstruir parte da anatomia e modo de vida de um lagarto pré-histórico, do tamanho de um guaxinim. A nova espécie foi batizada de Bolg amondol (nome inspirado na língua élfica do universo  Tolkien e na aparência globinesca) e oferece informações sobre a diversidade de lagartos gigantes na era dos dinossauros.

– O Bolg amondol convivia com várias outras espécies de lagartos, indicando um ambiente estável e rico em recursos em um ecossistema único de Utah há 76 milhões de anos. Esta descoberta também ressalta a importância das coleções museológicas para a paleontologia – descreve o estudo.

A descoberta de fósseis de lagartos como os do Bolg amondol permitem traçar migrações e conexões entre continentes, pois esta espécie compartilha características com espécies asiáticas, revelando padrões comuns de dispersão. E a presença de espécies variadas de lagartos de grande porte na formação Kaiparowits sugere um ecossistema rico e diversificado, o que indica abundância de recursos e nichos ecológicos.

Os monstersauros são uma família de lagartos de grande porte, dentes pontiagudos, com osteodermos, placas ósseas incorporadas em sua pele, formando uma armadura protetora. Os monstersauros provavelmente eram predadores de pequenas presas. Desempenhando um papel fundamental no seus ecossistemas.

– Esta descoberta abre novas perspectivas sobre a biodiversidade dos lagartos gigantes do Cretáceo Superior. Também mostra que espécies semelhantes existiam em ambos os lados do antigo continente de Laramídia, sugerindo padrões de migração comuns entre vertebrados terrestres – conclui o estudo norte-americano

Fonte: The Royal Society,

 

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