A vacância no Centro do Rio caiu com 79% dos retrofits e novos projetos habitacionais

Centro histórico do Rio

A vacância no Centro do Rio caiu para 27% com a transformação de prédios corporativos em residências, resultado direto de políticas públicas e incentivos para retrofits. A prefeitura conseguiu concentrar 79% da área total de retrofits da cidade na região central, revitalizando imóveis antes ociosos e repovoando o bairro com novos moradores.

Nos últimos quatro anos, 53 empreendimentos receberam autorização para reformas, resultando em cerca de 4.300 novas unidades habitacionais. Entre os prédios icônicos transformados estão o antigo Hotel São Francisco, agora Casa Mauá, e o edifício da Mesbla, que se tornou o Passeio 56. Na área do Porto, o Sal Rio Residencial inaugurou o primeiro retrofit habitacional com 192 apartamentos.

Segundo a consultoria Newmark, o Centro e o Porto somam quase 4 milhões de metros quadrados de escritórios — dentro de um total de 9 milhões na cidade — e já chegaram a registrar mais de 40% de espaços vagos. A conversão de prédios corporativos para uso residencial foi fundamental para reduzir esse índice.

Habitação como estratégia para repovoamento

Diferente de São Paulo, onde os retrofits modernizam torres comerciais, no Rio a prioridade é criar moradias para trazer gente de volta ao Centro. No entanto, especialistas apontam que muitos projetos miram o aluguel de curta temporada, o que não garante ocupação permanente. O edifício A Noite, na Praça Mauá, por exemplo, deve ser entregue em 2027 com estúdios voltados para locação temporária.

A prefeitura, por sua vez, defende que o aluguel temporário não domina os projetos licenciados e que novas leis de reconversão seguem o Plano Diretor. Programas como o Reviver Centro Patrimônio Pró-APAC e o Reviver Centro Cultural também buscam garantir habitação de interesse social e restaurar imóveis tombados, além de levar atividades culturais para os térreos dos prédios reformados.

Com o ritmo acelerado de retrofits, a expectativa é que a região ganhe mais vitalidade nos próximos anos, consolidando o Centro como polo de moradia, cultura e negócios.

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