Justiça suspende julgamento de policiais envolvidos no caso João Pedro no mesmo dia em que médicos da rede municipal de saúde do Rio anunciam paralisação com protesto na quarta-feira (21). A categoria reivindica reajustes salariais, pagamento de variáveis atrasadas e melhores condições de trabalho nas Clínicas da Família. A manifestação acontecerá em frente à sede da Prefeitura, no Centro, às 9h.
Segundo informações do jornal O Dia, os profissionais da saúde alegam que estão há mais de quatro anos sem reajuste salarial, enfrentando perda de poder aquisitivo superior a 27% com base na inflação do período. Além disso, relatam sobrecarga nas equipes, falta de insumos e ausência de estrutura adequada para atender à população com segurança.
“Estamos há mais de quatro anos sem qualquer reajuste salarial. Atendemos equipes cada vez mais sobrecarregadas, muitas vezes sem os insumos necessários, passando por situações que colocam em risco os pacientes”, afirma o manifesto divulgado pela categoria.
Os médicos também denunciam que desde o primeiro trimestre de 2023 deixaram de receber os valores variáveis vinculados ao cumprimento de metas assistenciais — como o acompanhamento de pacientes com doenças crônicas. “O trabalho foi feito. O combinado foi seguido. Mas o pagamento simplesmente deixou de ser realizado. E o mais alarmante: nenhuma justificativa foi dada”, diz a nota.
As unidades, segundo os profissionais, também enfrentam falta recorrente de luz, internet, água e medicamentos. Muitos postos funcionam em áreas dominadas por milícias ou facções armadas, sem segurança mínima para os trabalhadores.
Apesar da paralisação, o grupo afirma que os atendimentos de urgência e os casos prioritários continuarão sendo realizados normalmente, com o compromisso de minimizar o impacto à população. Eles apelam para a abertura de negociação direta com o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, e o prefeito Eduardo Paes.
Até o momento, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) não se manifestou oficialmente sobre as reivindicações. O espaço segue aberto para resposta.














