A Justiça do Rio de Janeiro decidiu prorrogar por mais 30 dias a prisão do motorista escolar acusado de abusos no Méier, na Zona Norte do Rio. Marcelo Tadeu Moreira Iglesias, de 50 anos, é investigado por estupro de vulnerável contra crianças e adolescentes com idades entre 7 e 13 anos.
A decisão foi tomada pela juíza Márcia Capanema de Souza, da 35ª Vara Criminal, após a Polícia Civil anexar 42 novas peças ao inquérito, que incluem depoimentos e elementos que reforçam as acusações.
Entre os relatos das vítimas, uma das crianças contou detalhes dos atos cometidos pelo motorista. “Começou a trocar beijos e carícias comigo, ele me beijava na testa, me abraçava, passava a mão no meu cabelo e nas pernas das meninas”, revelou a vítima.
Inicialmente, as investigações já apontavam que Marcelo obrigava crianças a assistir vídeos pornográficos e incentivava a troca de beijos e carícias entre os passageiros durante o transporte. Ele prestava serviço para, pelo menos, três escolas particulares do bairro do Méier.
Na decisão que prorrogou a prisão, a juíza destacou que os novos elementos são fundamentais para esclarecer a dinâmica dos crimes e permitir o avanço das investigações. “A prorrogação da prisão temporária mostra-se indispensável para a adequada conclusão das investigações, especialmente para a realização de diligências complementares, como a oitiva do investigado, imprescindível para esclarecer os fatos e assegurar o devido processo legal”, afirmou Márcia Capanema.
Marcelo foi preso no dia 16 de maio e, desde então, permanece detido. A Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) conseguiu na Justiça a quebra do sigilo de dados do celular do motorista, o que tem sido essencial para aprofundar as apurações.
O caso segue sendo investigado e, com o avanço das diligências, a expectativa é que a Polícia Civil conclua se há mais vítimas além das já identificadas.














