Justiça do Rio unifica três processos contra Oruam e mantém prisão preventiva

Oruam chega à Cidade da Polícia

A Justiça do Rio de Janeiro unificou três processos contra Oruam, rapper preso desde julho, e outros três acusados. A decisão foi tomada pela 3ª Vara Criminal da Capital e reuniu ações que tramitavam em diferentes instâncias, incluindo acusações de ameaça e danos ao patrimônio público, agora associadas à denúncia de tentativa de homicídio qualificado.

De acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Oruam, Willyam Matheus Vianna, Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais e Victor Hugo Vieira dos Santos participaram de um ataque a pedradas contra policiais civis em frente à residência do cantor, no Joá, Zona Sudoeste do Rio, em 21 de julho. Entre os alvos estavam o policial Alexandre Alvez Ferraz e o delegado Moyses Santana Gomes, que chegaram a ser feridos.

A denúncia afirma que pedras de até 4,8 quilos foram arremessadas nos agentes, capazes de causar ferimentos letais imediatos. Além das agressões, os acusados teriam feito ameaças de morte, usado ofensas verbais e danificado viaturas descaracterizadas utilizadas na operação policial. A juíza responsável pela decisão destacou que a ação foi premeditada e agravada pela ausência de equipamentos de proteção dos agentes no momento do ataque.

A magistrada Tula Correa de Mello também negou os pedidos de liberdade para Willyam Matheus e Pablo Ricardo, mantendo a prisão preventiva de Oruam. Já Victor Hugo responderá em liberdade, mas sob medidas cautelares. A juíza ressaltou ainda o risco de fuga dos acusados e a necessidade de garantir a aplicação da lei penal diante da gravidade dos crimes.

Oruam, que se entregou à Polícia Civil em 22 de julho, após breve refúgio no Complexo da Penha, segue preso no sistema penitenciário. Além desse processo, ele também enfrenta acusações por tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência qualificada, lesão corporal e desacato. Recentemente, foi denunciado por corrupção ativa e por dirigir de forma perigosa com a habilitação suspensa.

O rapper é filho de Marcinho VP, um dos líderes históricos do Comando Vermelho (CV), preso desde 1996. A defesa dos denunciados ainda não se manifestou sobre a decisão judicial.

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