O ex-deputado preso por suspeita de estupro, Iram de Almeida Saraiva Júnior, de 38 anos, foi libertado por decisão da desembargadora Gizelda Leitão Teixeira, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). O político havia sido detido na última quarta-feira (1º), em seu apartamento na Barra da Tijuca, suspeito de abusar sexualmente da filha de apenas dois anos.
A magistrada entendeu que não existem provas e indícios suficientes sobre a existência e autoria do crime, determinando a revogação da prisão preventiva e a aplicação de medidas cautelares. A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) confirmou que Iram deixou o Presídio José Frederico Marques, em Benfica, na sexta-feira (3).
Médico e ex-parlamentar, Iram já havia ocupado cargos de vereador e deputado estadual em Goiás. A prisão foi resultado de uma investigação conduzida pela Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav), que vinha apurando o caso há cerca de seis meses. O inquérito reuniu depoimentos de testemunhas, relatórios de profissionais de saúde e uma oitiva especial da criança.
Em etapas anteriores da investigação, os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão no imóvel do ex-deputado e apreenderam o celular do acusado para perícia. A análise do material segue em andamento, sob responsabilidade da Polícia Civil.
A defesa de Iram Saraiva Júnior comemorou a decisão e classificou o caso como uma falsa acusação. “A liberdade de Iram representa uma grande vitória dos princípios da presunção de inocência e da dignidade humana. A defesa confia que, ao final do processo, sua inocência será reconhecida”, afirmou a nota enviada à imprensa.
O caso continua sendo acompanhado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítima (Dcav), que prossegue com as investigações e aguarda os resultados das perícias para concluir o inquérito.














