A prisão de policial na Barra foi determinada pela Justiça do Rio de Janeiro após o sargento da Polícia Militar Milton Lopes dos Santos confessar ter efetuado o disparo que resultou na morte de Ryan Victor Araújo dos Santos, de 28 anos. O crime ocorreu na madrugada de segunda-feira (13), em um bar localizado na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade.
A vítima foi baleada no abdômen durante uma confusão nas proximidades do estabelecimento Mia Lounge, situado na Avenida Olegário Maciel. Ryan chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, mas não resistiu aos ferimentos.
O policial se apresentou espontaneamente à Delegacia de Homicídios da Capital no fim da tarde de terça-feira (14), mais de 36 horas após o ocorrido. A partir do depoimento e das investigações preliminares, a Justiça decretou sua prisão.
Segundo relatos de testemunhas, a confusão teve início quando Ryan e uma mulher que o acompanhava tentaram acessar um camarote do estabelecimento e foram impedidos por seguranças, sendo retirados do local. Já do lado de fora, teria ocorrido uma discussão que culminou na intervenção do policial.
Em depoimento, o sargento afirmou que agiu em legítima defesa. De acordo com sua versão, a vítima teria avançado em sua direção portando uma garrafa de vidro, o que o levou a reagir com um disparo de arma de fogo.
“Havia uma confusão no meio da boate e ele, como policial, tentou apartar essa confusão. A pessoa que estava envolvida foi para cima dele. Tentou, inclusive, jogar uma garrafa nele. Ele tentou se defender, tem um machucado na mão dele. E, instintivamente, atirou”, declarou o advogado do policial.
O caso foi registrado pela Delegacia de Homicídios da Capital, que segue com as investigações para esclarecer todas as circunstâncias do crime. Imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas devem auxiliar na reconstituição dos fatos.
A decisão judicial reforça a gravidade do episódio e a necessidade de apuração detalhada, especialmente por envolver um agente de segurança pública. O policial poderá responder por homicídio, enquanto a Justiça analisará se houve ou não legítima defesa.
As investigações continuam em andamento, e novas diligências poderão ser realizadas para elucidar completamente o caso e determinar as responsabilidades legais dos envolvidos.














