A Justiça condenou Diovani Costa da Silva, conhecido como Guim, a 22 anos de prisão em regime fechado por homicídio ligado ao TCP e corrupção de menores. A decisão foi proferida nesta terça-feira (9) pelo Tribunal do Júri de Três Rios, no Centro-Sul Fluminense.
A condenação ocorreu após atuação do Grupo de Atuação Especializada do Tribunal do Júri do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Gaejuri/MPRJ). Diovani foi considerado culpado pela morte de Jordan Marcelo Lima de Souza Arnizau, assassinado a tiros em abril de 2024.
De acordo com as investigações, o crime teria relação com a presença da facção Terceiro Comando Puro (TCP) na região de Três Rios. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que a execução foi motivada por disputa territorial e pelo fortalecimento da organização criminosa no município.
As promotoras de Justiça Mariáh Paixão e Rita Cid apresentaram laudos periciais, depoimentos e outros elementos de prova ao júri. A promotora Gabriela Lopes, responsável pelo caso na comarca, também participou da sessão.
Outro acusado e dois adolescentes
Segundo o Ministério Público, Diovani atuou com outro acusado e dois adolescentes na execução da vítima. O grupo teria cercado Jordan para impedir sua fuga. Mesmo tentando escapar, ele foi atingido por diversos disparos e morreu no local.
O outro acusado responde ao processo separadamente. Diovani foi condenado por homicídio qualificado e corrupção de menores.
Para a coordenadora do Gaejuri, a promotora de Justiça Simone Sibilio, a sentença representa uma resposta do sistema de Justiça ao avanço de crimes violentos relacionados ao crime organizado.
“A condenação reafirma a efetividade da atuação do Tribunal do Júri no enfrentamento de crimes violentos ligados à criminalidade organizada e representa uma resposta firme do sistema de Justiça diante de uma execução praticada com extrema gravidade”, destacou Simone.














