Os casos de violência praticados por pessoas alegando fazer justiça com as próprias mãos subiram 25% no estado do Rio de Janeiro. A situação gera alerta na Zona Sul, onde grupos de vigilantes informais fazem rondas irregulares pelas ruas do bairro de Copacabana.
A prática de agredir suspeitos na rua sem a presença das forças policiais é crime previsto pelo Código Penal Brasileiro. O aumento nos registros liga o sinal de alerta entre moradores e autoridades da capital fluminense, que cobram reforço do patrulhamento oficial.
Rondas irregulares e prisões mantidas pela Justiça em Copacabana
Na Zona Sul do Rio, a atuação de seguranças privados atuando de forma clandestina virou alvo de investigação. O grupo foi flagrado fazendo patrulhamento sem autorização legal no bairro de Copacabana, abordando pessoas de forma intimidatória durante a noite.
A Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter a prisão temporária de seguranças investigados por envolvimento na morte de um ciclista na região. O crime aconteceu durante uma dessas investidas para tentar coibir furtos e roubos no bairro por conta própria.
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro investiga a conduta de outros homens envolvidos no esquema. Os agentes buscam identificar quem financia o patrulhamento paralelo e quais comércios contratavam o serviço ilegal na Zona Sul.
O que diz a lei sobre fazer justiça com as próprias mãos?
O ato de punir um suspeito por conta própria é enquadrado no artigo 345 do Código Penal como exercício arbitrário das próprias razões. A pena pode variar de detenção a multa, além das punições por lesão corporal ou homicídio, caso a vítima seja ferida ou morta.
Especialistas em segurança pública reforçam que nenhum cidadão ou vigilante particular tem poder de polícia para abordar, revistar ou agredir alguém. A orientação é acionar imediatamente os órgãos oficiais ao presenciar qualquer delito nas ruas.
Como denunciar atuações ilegais e rondas clandestinas?
Quem presenciar brigas, linchamentos ou atuações de grupos de vigilantes informais deve ligar imediatamente para o 190, da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. A ligação é gratuita e funciona durante 24 horas por dia.
Para denunciar de forma anônima a atuação de milícias urbanas ou grupos armados em Copacabana e outros bairros, o morador pode usar o Disque Denúncia. O telefone é o (21) 2253-1177 ou o atendimento pelo WhatsApp no número (21) 99973-1177, com garantia de sigilo absoluto.
Quais são os riscos do patrulhamento paralelo nas ruas?
A presença de vigilantes sem cadastro na Polícia Federal traz riscos diretos para quem mora ou frequenta o bairro. Sem treinamento adequado, essas pessoas costumam agir com violência excessiva e agredir trabalhadores inocentes por engano.
Além disso, a criação de grupos de proteção paralela costuma evoluir para a cobrança de taxas de segurança de moradores e comerciantes. A prática se assemelha à atuação de milícias e extorsões cobradas em diversas áreas da Região Metropolitana do Rio.















