O júri do caso Rodrigo Crespo começou nesta quinta-feira (5) na 3ª Vara Criminal da Capital, no Rio de Janeiro. Três réus — o policial militar Leandro Machado da Silva, Cezar Daniel Mondego de Souza e Eduardo Sobreira Moraes — são acusados de envolvimento direto na morte do advogado, executado a tiros em fevereiro de 2024, nas proximidades da sede da OAB-RJ, no Centro da cidade.
De acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro, a motivação do crime teria relação com a atuação de Rodrigo Crespo no mercado de apostas online. A denúncia, aceita pela Justiça em abril de 2024, aponta que o PM Leandro providenciou os veículos utilizados no crime, enquanto os comparsas Cezar e Eduardo teriam sido responsáveis pelo monitoramento da rotina da vítima por mais de três meses.
As investigações revelam que os três se encontraram antes e depois da execução. Ainda segundo o MP, a dinâmica do assassinato demonstra planejamento meticuloso, o que levou ao enquadramento dos acusados por homicídio qualificado. Leandro, que já possuía antecedentes por homicídio e envolvimento com milícia na Baixada Fluminense, está afastado da Polícia Militar desde então.
Rodrigo Marinho Crespo era advogado formado pela PUC-Rio, com pós-graduação em Direito Civil Empresarial pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Membro do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) desde 2011, ele integrava a Comissão de Direito Processual Civil da entidade e era sócio do escritório Marinho & Lima Advogados.
O julgamento promete mobilizar a comunidade jurídica do Rio de Janeiro e reforçar os debates sobre violência contra advogados no exercício da profissão.














