O júri da morte de Fernando Iggnácio reúne acusados por execução no Recreio dos Bandeirantes e está marcado para acontecer nesta quinta-feira (9), no Rio de Janeiro. O caso, registrado em 2020, é considerado um dos mais emblemáticos ligados à disputa pelo controle do jogo do bicho no estado.
Rodrigo Silva das Neves, Pedro Emanuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro e Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro serão julgados como responsáveis pela execução do contraventor. A sessão está prevista para começar às 11h, no auditório do 1º Tribunal do Júri, com expectativa de se estender por mais de um dia.
Segundo as investigações, os réus teriam atuado diretamente na execução do crime, que ocorreu no estacionamento de um heliporto, no Recreio dos Bandeirantes. A morte de Fernando Iggnácio aconteceu em novembro de 2020 e teve grande repercussão na época.
O Ministério Público aponta que o homicídio teria sido cometido a mando de Rogério de Andrade, apontado como figura central na disputa entre grupos rivais do jogo do bicho. Ele e a vítima tinham laços familiares com o histórico contraventor Castor de Andrade.
No processo que apura a possível participação de Rogério de Andrade e de Gilmar Eneas Lisboa, as testemunhas já foram ouvidas, e o caso segue em fase de diligências conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ).
De acordo com o MPRJ, o crime está inserido em um cenário de conflitos violentos entre grupos ligados à contravenção, com episódios que se estendem por anos e envolvem disputas territoriais e de influência.
As investigações também apontam que Gilmar Eneas Lisboa teria desempenhado papel relevante na execução, monitorando a rotina da vítima e mantendo contato com integrantes da segurança do suposto mandante.
O caso passou por reviravoltas ao longo dos anos. Em 2021, houve denúncia contra Rogério de Andrade, mas em 2022 o Supremo Tribunal Federal determinou o trancamento da ação penal por falta de provas suficientes naquele momento.
Com novos elementos reunidos em investigações posteriores, o processo voltou a avançar, resultando no julgamento dos acusados pela execução.
O julgamento reacende um dos casos mais complexos da segurança pública no Rio e deve trazer novos desdobramentos sobre a disputa que marcou a contravenção no estado.














