A juíza demitida por “Ctrl C + Ctrl V”, Angélica Chamon Layoun, ingressou com recurso no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para tentar reverter a punição disciplinar imposta pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. A magistrada de 39 anos foi afastada sob acusação de utilizar decisões padrão para disparar cerca de 2 mil despachos em processos cíveis, sem análise individualizada, inflando métricas de produtividade na 2ª Vara Cível de Cachoeira do Sul.
Segundo a defesa, Angélica enfrentou dificuldades para conciliar o trabalho com a maternidade de uma criança com transtorno do espectro autista (TEA). “A conciliação entre os deveres funcionais e o cuidado com uma criança com necessidades especiais representa um desafio adicional que qualquer mãe magistrada pode compreender”, afirmou o advogado Fábio Medina Osório.
A defesa argumenta ainda que houve desproporcionalidade na sanção, alegando falhas no processo disciplinar e dificuldades da juíza em se adaptar ao sistema digital durante o estágio probatório. O recurso pede a revisão da demissão, a punição mais severa prevista pela Lei Orgânica da Magistratura (Loman).
Angélica havia assumido o cargo no Rio Grande do Sul em 2023, após atuar como juíza em Pernambuco por quase seis anos. A magistrada também responde a uma ação penal movida pelo Ministério Público gaúcho.














