Campo Grande fica sem BRT direto para a Barra e viagem leva até 3 horas

Moradores de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, enfrentam viagens de até três horas para chegar à Barra da Tijuca pela falta de uma linha direta de BRT. O bairro mais populoso do país depende de baldeações para ligar sua principal estação ao polo econômico da cidade.

Atualmente, o Terminal Rodoviário de Campo Grande conta com apenas duas linhas de BRT, ambas operando no sistema parador: a linha 17, que vai para Santa Cruz, e a linha 67, com destino a Deodoro. Quem precisa ir para o Terminal Alvorada é obrigado a viajar primeiro até um desses pontos para depois conseguir conexão.

Falta de BRT direto para a Barra da Tijuca afeta rotina de trabalhadores

O transtorno atinge diariamente milhares de trabalhadores que saem da Zona Oeste em direção à Zona Sudoeste. O vendedor Afonso Monteiro relata que a viagem se torna cansativa e demorada mesmo nos dias em que as vias expressas estão sem trânsito retido. Para ele e outros passageiros, a necessidade de trocar de transporte no meio do caminho aumenta o desgaste físico e consome um tempo precioso do dia a dia.

Além do tempo perdido no deslocamento diário, o custo para fugir da demora é considerado alto pela população. Quem tenta viajar diretamente de Campo Grande para a Barra sem passar pelo BRT encontra como opção na rodoviária apenas linhas executivas convencionais, conhecidas como frescões. Os ônibus 2334 e 2338 fazem o trajeto direto, mas cobram R$ 23 por viagem, o que inviabiliza o uso diário para quem recebe salário comercial.

O que muda para quem depende do transporte em Campo Grande?

Quem vive no bairro precisa se planejar com horas de antecedência para evitar atrasos no trabalho ou nos compromissos na Barra da Tijuca. Sem um serviço expresso ou direto, o passageiro perde cerca de seis horas do dia apenas no trajeto de ida e volta. Para quem mora em áreas vizinhas, como Barra de Guaratiba, a situação também piorou com o fim de antigas conexões de BRT, obrigando o uso de linhas convencionais que demoram o dobro do tempo em dias de tráfego intenso.

Como é o trajeto atual para chegar ao Terminal Alvorada?

Para sair da estação de BRT Campo Grande e desembarcar na Barra da Tijuca, o usuário precisa seguir um roteiro obrigatório de conexões. O passageiro entra no terminal e embarca na linha 17 (paradora até Santa Cruz) ou na linha 67 (paradora até Deodoro). Somente ao chegar a um desses terminais é possível realizar a baldeação para as linhas que seguem no corredor Transoeste ou Transolímpica rumo ao Terminal Alvorada. Todo esse processo de espera e troca de veículo eleva o tempo de viagem para aproximadamente três horas.

O que diz a Prefeitura do Rio sobre as linhas de ônibus?

Procurada para esclarecer a falta de um atendimento direto de BRT entre Campo Grande e a Barra da Tijuca, a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) não respondeu se pretende criar uma nova rota direta para a região. Em nota oficial, o órgão municipal informou apenas que existem opções de deslocamento operando na cidade para conectar o centro de Campo Grande aos demais bairros, ressaltando a rede de linhas municipais convencionais disponíveis na Zona Oeste.

Como registrar reclamações sobre o BRT e linhas de ônibus?

Os passageiros que enfrentam problemas com horários, superlotação ou falta de linhas no transporte público do Rio podem registrar reclamações formais nos canais de atendimento da Prefeitura. O registro constante de chamados ajuda a mapear a demanda de passageiros no bairro. As manifestações podem ser feitas da seguinte forma:

  • Central de Atendimento ao Cidadão: Telefone 1746 (atendimento 24 horas).
  • Aplicativo 1746 Rio: Disponível para celulares Android e iOS, onde é possível anexar fotos e indicar o ponto exato da ocorrência.
  • Site oficial: Pelo portal 1746.rio.gov.br, na seção de transportes e ônibus municipais.
  • Ouvidoria da SMTR: Registros diretos para fiscalização sobre intervalos de linhas e frota em circulação.
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