Um ataque armado deixou um trabalhador de 30 anos morto na tarde de terça-feira (13), na Rua Nelson da Fonseca, em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio. O caso assustou moradores da região e mobilizou equipes policiais.
Investigação apura assassinato de jovem em Senador Camará
Rômulo Renato Gomes Rodrigues estava na via pública quando homens armados chegaram em um veículo e abriram fogo. Testemunhas contaram que três criminosos desceram do carro e atiraram várias vezes contra o rapaz. Logo após os disparos, os atiradores fugiram sem levar nada, o que levantou a suspeita de execução direta.
Pessoas que passavam pelo local tentaram prestar socorro imediato. A vítima foi levada às pressas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Senador Camará. Apesar da tentativa dos médicos de estabilizar o quadro clínico, Rômulo não resistiu aos ferimentos provocados pelos tiros.
Equipes do 14º Batalhão de Polícia Militar (Bangu) receberam alertas sobre disparos na Rua Nelson da Fonseca e foram verificar. Ao chegarem ao ponto indicado, os policiais constataram que a vítima já havia sido socorrida por populares. O local passou por isolamento inicial para o trabalho dos peritos.
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) assumiu a apuração do assassinato. Os agentes da especializada buscam câmeras de segurança instaladas em comércios e residências próximas para identificar o trajeto do veículo usado pelos criminosos. Depoimentos de testemunhas e parentes também começaram a ser colhidos pelos investigadores.
Quem era a vítima e o impacto entre vizinhos
Familiares e vizinhos relataram que Rômulo Renato mantinha uma rotina pesada de trabalho para sustentar a casa. Durante o dia, ele administrava um lava-jato próprio no bairro. No período da noite, atuava como entregador em uma pizzaria da região.
A morte repentina gerou revolta entre amigos e parentes. Nas redes sociais, pessoas próximas reforçaram que o rapaz era honesto, não possuía envolvimento com a criminalidade e dedicava a rotina exclusivamente à família e aos serviços diários. O sentimento entre quem mora nas proximidades é de insegurança constante diante de ataques repentinos.
Até a manhã seguinte ao crime, a família ainda cuidava dos trâmites legais junto ao Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto, no Centro do Rio, para liberação do corpo. Detalhes sobre o velório e o sepultamento não foram divulgados pelos parentes.
Como denunciar informações sobre os criminosos
Quem tiver qualquer informação que ajude a identificar o carro utilizado no ataque ou os três ocupantes pode colaborar diretamente com a polícia sem precisar se identificar. O Disque Denúncia do Rio funciona 24 horas por dia e garante sigilo total aos informantes.
- Telefone fixo e WhatsApp do Disque Denúncia: (21) 2253-1177.
- Aplicativo oficial: “Disque Denúncia RJ”, disponível para celulares com sistema Android e iOS.
- Atendimento anônimo: não é necessário passar nome, endereço ou número de documento.
As pistas também podem ser passadas diretamente à Delegacia de Homicídios da Capital, localizada na Rua Dom Hélder Câmara, número 2066, em Benfica. A unidade especializada atende casos de crimes violentos letais em toda a cidade do Rio.
O que fazer se você foi vítima de violência ou testemunha
Testemunhas de crimes graves ou familiares que precisam de assistência logo após episódios de violência devem registrar o fato formalmente. No caso de ocorrências com mortes provocadas por disparos de arma de fogo, o boletim presencial na delegacia é obrigatório para dar andamento aos laudos periciais.
Parentes diretos precisam comparecer à unidade policial portando documentos oficiais de identificação com foto da vítima e do declarante, como carteira de identidade física ou digital e certidão de nascimento. Esses papéis são exigidos para a emissão da guia de remoção e posterior liberação do corpo no IML.
Em casos de crimes patrimoniais sem vítimas graves ocorridos na mesma área, o cidadão pode recorrer à Delegacia Online da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. A ferramenta digital permite registrar furto de documentos, extravios e perdas sem sair de casa, facilitando a rotina do trabalhador.
Como fica o policiamento na região nos próximos dias
A rotina dos moradores da Rua Nelson da Fonseca e vias vizinhas amanheceu sob clima de apreensão. Apesar do susto, o comércio local abriu as portas e as linhas de ônibus que cortam o bairro operam normalmente, sem registro de desvios nas viagens até a manhã seguinte.
O comando do 14º Batalhão de Polícia Militar informou que o patrulhamento ostensivo segue reforçado com viaturas circulando pelos principais acessos de Senador Camará. O objetivo da presença policial é evitar novos conflitos armados e garantir a circulação segura de quem precisa sair para trabalhar ou levar crianças às escolas.
Moradores que notarem movimentações suspeitas de homens armados ou veículos rondando ruas residenciais devem acionar a Central 190 da Polícia Militar imediatamente. O serviço atende chamados de emergência de forma contínua durante todo o dia e noite.















