Jovem morta em Benfica após encontro marcado pela internet

Fabíola de Andrade Coutinho

Uma jovem morta em Benfica, na Zona Norte do Rio, reacendeu o alerta sobre os riscos da violência de gênero e dos encontros marcados virtualmente. Fabíola de Andrade Coutinho, de 25 anos, foi assassinada a facadas na madrugada desta sexta-feira (9), após sair para um encontro marcado pela internet. O crime aconteceu em uma rua do bairro e chocou moradores e familiares.

A vítima foi encontrada por moradores da região, que acionaram a polícia ao presenciar a agressão. Câmeras de segurança da área registraram o momento em que Fabíola foi esfaqueada. O principal suspeito do crime é Sérgio Ricardo da Silva, ex-namorado da jovem, que foi detido ainda nas proximidades por policiais militares em patrulhamento.

Segundo relato da família no Instituto Médico Legal (IML), Sérgio já havia feito diversas ameaças à vítima e acumulava um histórico de violência. “Ele agredia ela verbalmente e fisicamente. O dia que ela tomou a decisão de separar, ele ameaçou ela. Ele destruiu um sonho, ele tirou um pedaço de mim, só eu sei a dor que estou sentindo”, desabafou a mãe de Fabíola, visivelmente abalada.

Fabíola de Andrade CoutinhoO suspeito tem pelo menos dez anotações criminais, incluindo registros por ameaça e perseguição. A jovem havia encerrado o relacionamento com ele há alguns meses e se preparava para iniciar a faculdade neste semestre. De acordo com familiares, Fabíola havia marcado um encontro pela internet pouco antes de ser morta.

A principal hipótese é de que Sérgio tenha criado um perfil falso para atrair a vítima. O plano teria culminado no ataque fatal, revelando um padrão de comportamento controlador e possessivo do agressor. A polícia investiga se houve premeditação e trabalha para confirmar se o perfil usado no encontro realmente estava sob o controle de Sérgio.

A atuação dos moradores foi decisiva para a prisão em flagrante. Eles conseguiram deter o suspeito até a chegada dos agentes. Sérgio foi levado à delegacia, onde permanece sob custódia e deve responder por feminicídio.

O caso levanta novamente a discussão sobre os riscos enfrentados por mulheres em situações de violência doméstica e pós-relacionamento. Mesmo com o término, muitas seguem sob ameaça constante, como relatado por familiares de Fabíola.

A Delegacia de Homicídios investiga o caso, e o corpo da jovem foi encaminhado ao IML. Ainda não há informações sobre o velório e o enterro.

A história de Fabíola reforça a urgência de políticas públicas de proteção às mulheres e maior fiscalização sobre o uso de perfis falsos para fins criminosos. Amigos e familiares agora buscam justiça por uma jovem que sonhava com um novo começo e teve a vida interrompida de forma brutal.

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