A corrida por duas cadeiras do Rio no Senado começa a ganhar novos contornos com a reta final das definições partidárias. No campo da direita, Carlos Jordy (PL) vem ganhando espaço nas articulações internas e é tratado como um dos nomes com maior aceitação dentro da base bolsonarista. Em julho, a própria imprensa registrou que o grupo de Flávio Bolsonaro via Jordy como um nome com boa receptividade entre os aliados.
Do outro lado, a disputa pelo voto do campo governista está mais definida. Eduardo Paes (PSD) oficializou sua candidatura ao Governo do Estado e fechou a chapa ao Senado com Pedro Paulo (PSD) e Benedita da Silva (PT). A composição também vem sendo apresentada como parte do palanque de apoio ao presidente Lula no Rio.
A tendência é que a campanha coloque Pedro Paulo e Benedita lado a lado na busca pelos votos do eleitorado ligado a Paes e Lula. Em julho, o prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, também declarou apoio aos dois nomes.
Enquanto isso, o cenário da direita ainda passa por ajustes. A situação de Marcelo Crivella permaneceu juridicamente em disputa: uma liminar do ministro André Mendonça, do TSE, autorizou sua candidatura, embora não houvesse decisão definitiva sobre a questão eleitoral.
Com as candidaturas e alianças entrando na fase decisiva, a eleição para o Senado deve se transformar em uma disputa entre dois movimentos principais: a consolidação de Jordy no campo da direita e a tentativa de Pedro Paulo e Benedita de dividir entre si o eleitorado de Paes e Lula.















