Jongo da Serrinha e Casa de Samba Candongueiro são reconhecidos como patrimônios culturais do Rio de Janeiro

Jongo da Serrinha e Casa de Samba Candongueiro

O Jongo da Serrinha e a Casa de Samba Candongueiro agora fazem parte oficialmente do patrimônio cultural do Estado do Rio de Janeiro. As leis que reconhecem as duas expressões foram sancionadas pelo governador Cláudio Castro e publicadas no Diário Oficial desta sexta-feira (9), reforçando o compromisso do governo estadual com a preservação das manifestações afro-brasileiras e do samba de raiz.

A Lei nº 10.992/2025 declara o Jongo da Serrinha como patrimônio cultural imaterial do Estado. O texto destaca o valor histórico e simbólico da manifestação, reconhecida como uma das mais antigas expressões da cultura afro-brasileira e precursora direta do samba carioca. A medida tem como objetivo preservar e difundir essa tradição, garantindo respaldo institucional para ações de valorização e salvaguarda.

Raiz e resistência em Madureira

Originado nas comunidades negras do Rio de Janeiro no século XIX, o Jongo da Serrinha nasceu como forma de resistência cultural e espiritual. Em Madureira, o jongo se transformou em símbolo da identidade afro-brasileira, influenciando diretamente o samba e outras vertentes da música popular. Com o reconhecimento oficial, o Estado poderá desenvolver projetos de apoio, registro e transmissão dessa herança para novas gerações.

Candongueiro: a casa do samba em Niterói

Também sancionada nesta sexta-feira, a Lei nº 10.993/2025 reconhece a Casa de Samba Candongueiro, localizada em Pendotiba, Niterói, como patrimônio cultural material do Rio de Janeiro. O espaço é referência na formação de sambistas e na realização de rodas de samba e eventos voltados à cultura popular.

O Candongueiro se tornou um ponto de encontro de artistas, compositores e amantes do samba de raiz. Sua trajetória se confunde com a história recente da música fluminense, abrigando gerações de músicos e fortalecendo a convivência comunitária por meio da arte.

Valorização da cultura popular fluminense

Ao sancionar as leis, o governador Cláudio Castro ressaltou a importância de políticas públicas que reforcem a preservação da memória coletiva e das tradições afro-brasileiras. “Preservar o samba, o jongo e seus espaços de origem é preservar a alma cultural do nosso Estado. Essas manifestações são parte viva da nossa identidade”, afirmou em nota.

As medidas se somam a outras iniciativas do governo fluminense voltadas à valorização da cultura popular, especialmente nas regiões que deram origem ao samba e ao jongo. Com os novos reconhecimentos, o Estado do Rio reafirma seu papel como berço de expressões culturais que moldaram a identidade brasileira.

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