Jéssica Martin, intérprete da Beija-Flor, será homenageada com o Prêmio Dandara da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) durante o mês dedicado à celebração das mulheres. A artista entrou para o grupo de personalidades reconhecidas pela Casa por sua atuação cultural e por sua trajetória no carnaval carioca.
A proposta de homenagem foi apresentada pela deputada estadual Dani Monteiro (Psol) e contou com a coautoria do deputado Yuri Moura. A iniciativa busca reconhecer o papel de Jéssica Martin no universo do samba e sua contribuição para ampliar a presença feminina em espaços tradicionalmente ocupados por homens.
Aos 36 anos, a cantora ocupa atualmente o posto de intérprete oficial da Beija-Flor de Nilópolis. Ela assumiu a função após a despedida de Neguinho da Beija-Flor, que comandou o microfone da escola por cerca de cinco décadas e se tornou um dos nomes mais emblemáticos da história da agremiação.
No carnaval de 2026, Jéssica se destacou ainda mais ao se tornar a única mulher entre os intérpretes das escolas do Grupo Especial do Rio de Janeiro. A presença feminina na função de puxadora da Avenida ainda é rara, o que tornou sua atuação um marco recente na história do desfile.
Antes da homenagem aprovada pela Alerj, a cantora já havia recebido outro reconhecimento importante. Jéssica Martin conquistou o prêmio Estandarte de Ouro, concedido pelo jornal O Globo, na categoria Revelação, reforçando sua projeção no cenário do samba.
O Prêmio Dandara é concedido a personalidades que se destacam na promoção da igualdade racial e de gênero. Ao defender a homenagem, a deputada Dani Monteiro ressaltou o significado da trajetória da artista dentro do carnaval.
Segundo a parlamentar, reconhecer Jéssica Martin representa valorizar a força das mulheres no samba e a potência cultural do carnaval do Rio de Janeiro. Dani também destacou que a homenagem ajuda a reafirmar a presença feminina em posições historicamente ocupadas por homens dentro das escolas de samba.
A deputada também ressaltou o papel das agremiações na vida cultural e econômica do estado. Para ela, as escolas de samba contribuem para preservar a memória cultural, fortalecer identidades comunitárias e gerar renda para milhares de pessoas.
De acordo com Dani Monteiro, valorizar artistas ligados ao universo das escolas de samba significa também reconhecer o trabalho realizado nas comunidades que participam da construção do carnaval carioca.
A homenagem ocorre em um momento de grande visibilidade na carreira de Jéssica Martin. Desde que assumiu o microfone principal da Beija-Flor, a cantora vem consolidando seu nome como uma das vozes mais marcantes da nova geração do samba.
E com o reconhecimento da Alerj, a intérprete reforça seu lugar na história do carnaval, mostrando que novas vozes femininas continuam abrindo caminhos na Avenida.














