Felipe Curi recebe ameaças de morte e passou a ser alvo de monitoramento reforçado após um relatório da inteligência da Polícia Civil do Rio apontar risco recorde à sua segurança. O documento indica que o nível de ameaça contra o secretário e chefe da corporação chegou a 73%, o maior já registrado para um ocupante do cargo no estado.
De acordo com informações divulgadas pelo jornalista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, pelo menos três ameaças foram registradas apenas neste mês de março. Duas delas teriam ocorrido na semana passada, o que elevou o nível de alerta dentro da estrutura da segurança pública.
Fontes ligadas à área de segurança afirmam que as intimidações foram consideradas graves e motivaram a mobilização de setores internos responsáveis pelo monitoramento de riscos envolvendo autoridades públicas.
Diante da situação, o serviço de inteligência da Polícia Civil elaborou um relatório técnico específico para avaliar o grau de risco enfrentado pelo delegado.
O documento aponta que o índice de ameaça chegou a 73%, patamar considerado o mais elevado já registrado para um chefe da Polícia Civil no Rio de Janeiro. A análise leva em consideração fatores como ameaças diretas, movimentações suspeitas de grupos criminosos e possíveis vulnerabilidades no cotidiano da autoridade.
Segundo o levantamento, o nível atual supera registros anteriores envolvendo outros delegados que já ocuparam o comando da corporação fluminense.
O resultado acendeu um alerta dentro das estruturas de segurança do estado e levou à discussão de novas medidas de proteção para o secretário.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro tem papel central no combate a organizações criminosas, milícias e facções ligadas ao tráfico de drogas. Por esse motivo, o comando da instituição frequentemente se torna alvo de pressões e ameaças por parte de grupos investigados ou atingidos por operações policiais.
Com a escalada das ameaças recentes, a tendência é que as medidas de segurança e monitoramento em torno de Felipe Curi sejam reforçadas.
Além da proteção institucional, as investigações também buscam identificar a origem das intimidações e apurar se há ligação direta com organizações criminosas que atuam no estado.
O caso ocorre em meio ao cenário permanente de enfrentamento ao crime organizado no Rio de Janeiro, onde ações policiais contra milícias e facções costumam gerar reações e tentativas de intimidação contra autoridades responsáveis pelas investigações.
E enquanto a apuração avança, o episódio reforça o clima de tensão nos bastidores da segurança pública fluminense, onde cada nova ameaça é tratada como alerta máximo pelas equipes responsáveis pela proteção institucional.














