Iphan embarga obra no Aterro do Flamengo após denúncia de moradores

Aterro do Flamengo

O Iphan embarga obra no Aterro do Flamengo após identificar a falta de autorização prévia para uma intervenção no antigo posto de combustíveis localizado no canteiro central, na divisa com a Praia de Botafogo, na Zona Sul do Rio. O espaço estava sendo preparado para receber uma estrutura ligada a uma fabricante chinesa de veículos elétricos.

A paralisação foi determinada porque o local está inserido em uma área tombada, o que exige aprovação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional antes de qualquer alteração. A informação foi publicada pela coluna de Ancelmo Gois, em O Globo.

De acordo com o projeto, o espaço deve receber um eletroposto com três pontos duplos para recarga de veículos elétricos. Além disso, também está prevista a instalação de um showroom voltado à exposição e comercialização de veículos eletrificados.

A intervenção, no entanto, passou a ser questionada por moradores e entidades da região. A Associação de Moradores e Amigos de Botafogo apresentou uma representação ao Ministério Público Federal contra a ocupação do espaço por um empreendimento privado.

Entre os pontos levantados pelos moradores estão possíveis impactos ambientais na área. Eles afirmam que há árvores dentro do terreno cercado e defendem que a obra passe por uma avaliação mais detalhada sobre seus efeitos na vegetação e na paisagem urbana.

O Aterro do Flamengo é considerado uma das áreas mais importantes do Rio de Janeiro do ponto de vista histórico, cultural e paisagístico. Por estar sob proteção patrimonial, qualquer mudança em sua estrutura precisa seguir normas específicas de preservação.

A Prefeitura do Rio informou que o projeto é resultado de uma licitação pública realizada em 2024 para implantação de um eletroposto com três pontos duplos de recarga. Segundo o município, a iniciativa faz parte das ações de modernização urbana e incentivo à mobilidade de baixa emissão de carbono.

A GWM, fabricante chinesa responsável pela ocupação do espaço, confirmou que o projeto inclui os carregadores e um showroom para veículos eletrificados. Até o momento, a empresa não se manifestou sobre o embargo determinado pelo Iphan.

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