A investigação contra Carlos Bolsonaro foi reaberta pelo Ministério Público do Rio de Janeiro após parecer da assessoria criminal da Procuradoria-Geral de Justiça apontar a necessidade de continuidade das apurações. O caso envolve suspeita de prática de “rachadinha” durante o período em que o político exerceu mandato na Câmara Municipal do Rio.
A decisão atinge não apenas Carlos, mas também outras 25 pessoas citadas no procedimento. Em 2024, o próprio Ministério Público havia determinado o arquivamento da investigação em relação ao então vereador, que acumulou sete mandatos consecutivos na Casa.
Segundo o novo entendimento da Procuradoria-Geral de Justiça, o arquivamento anterior teria desconsiderado elementos probatórios reunidos ao longo das investigações. À época, o MP denunciou sete ex-funcionários do gabinete por suposto desvio de recursos públicos por meio do fracionamento de salários de assessores parlamentares.
De acordo com a denúncia apresentada em 2024, o então chefe de gabinete, Jorge Luiz Fernandes, seria o responsável por nomeações de servidores que posteriormente repassariam parte dos vencimentos. O Ministério Público estimou que o suposto esquema teria movimentado cerca de R$ 1,7 milhão.
Na ocasião do arquivamento, o MP entendeu que não havia indícios suficientes para responsabilizar diretamente Carlos Bolsonaro. Com o novo parecer, a apuração volta a tramitar e poderá resultar em novas diligências.
A reportagem tentou contato com o ex-vereador, atualmente pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, mas não obteve retorno até a publicação. O espaço permanece aberto para manifestação.
Com a investigação contra Carlos Bolsonaro novamente em andamento, o caso volta ao centro do debate político e jurídico — e os próximos passos do Ministério Público podem redefinir os rumos da apuração nos próximos meses.














