Integrantes do Comando Vermelho são presos em operação Quebra-Mar no Ceará

A Polícia Civil deflagrou a Operação Quebra-Mar para desarticular um núcleo do Comando Vermelho que, segundo as investigações, comandava o tráfico de drogas em Fortaleza, Canoa Quebrada, Limoeiro do Norte e Russas. A ofensiva incluiu também alvos na Paraíba e em São Paulo, apontados como parte da rede criminosa que abastecia as regiões cearenses.

A ação cumpriu 22 mandados de prisão, resultando em 17 capturas até a última atualização. Entre elas, cinco eram de investigados que já estavam presos por outros crimes. Além das prisões, houve pedido judicial de bloqueio de mais de R$ 1,8 milhão, quantia identificada como ligada às atividades financeiras da facção.

De acordo com o delegado-geral Márcio Gutierrez, a investigação começou após a prisão de um integrante apontado como articulador do tráfico em Canoa Quebrada. O trabalho revelou a existência de um grupo organizado, envolvido em crimes como homicídio, tráfico, lavagem de dinheiro e outras práticas conectadas a facções de origem carioca.

“Nós desenvolvemos essa investigação e hoje conseguimos tirar mais 17 criminosos de circulação, além de cumprir cinco mandados de prisão em desfavor de suspeitos que já estavam no sistema prisional presos por outros crimes”, explicou o delegado. “Crimes como organização criminosa, homicídio, tráfico de drogas e, enfim, crimes conectados com a atuação dessas facções criminosas.”

A polícia também prendeu quatro mulheres, suspeitas de atuarem diretamente na lavagem de dinheiro do grupo. Para os investigadores, a atuação feminina na área financeira demonstra a complexidade da organização e a necessidade de operações que atinjam diferentes camadas da cadeia criminosa.

A Operação Quebra-Mar reforça o esforço do governo estadual para combater facções que ampliam seus domínios para além do tráfico. Em levantamentos recentes, a Secretaria da Segurança Pública registrou mais de 200 casos de famílias expulsas de suas casas por ordens de criminosos entre 2024 e 2025, prática que acompanha a expansão dessas organizações em diversas regiões do Ceará.

A Polícia Civil afirma que as investigações continuam e que a meta é avançar na identificação de ligações interestaduais e possíveis chefes do grupo ainda em atuação.

Limpatech