Seis meses após ter sido baleado injustamente, o influenciador Igor Melo do Botafogo ainda lida com dores físicas e marcas emocionais. O estudante de jornalismo, que também trabalha como repórter esportivo e mantém o canal Informe Botafogo no YouTube, relembra com indignação o episódio ocorrido em 23 de fevereiro, quando foi alvo de disparos de um policial militar reformado, acusado de confundi-lo com um assaltante.
Na ocasião, Igor saía de um bar na Penha, Zona Norte do Rio, onde atuava como garçom, quando foi abordado pelo PM reformado Carlos Alberto de Jesus. O agente, baseado no relato da esposa, Josilene da Silva Souza, acusou Igor e o mototaxista Thiago Marques Gonçalves de roubar um celular. O influenciador acabou baleado e levado ao hospital, onde passou por cirurgia. Mesmo assim, deixou a mesa de operação algemado, acusado de um crime que não havia cometido.
“O sentimento é de impunidade e de omissão do Governo do Estado. Saí da mesa de cirurgia algemado por um crime que não cometi. Já quem tentou me matar segue vivendo sua liberdade plena”, afirmou Igor em entrevista ao jornal O Dia.
O Ministério Público arquivou a acusação contra Igor e Thiago duas semanas após o caso, mas o sentimento de injustiça persiste. Em maio, a Justiça do Rio aceitou a denúncia contra o casal: Carlos Alberto responde por tentativa de homicídio qualificado e Josilene por falso testemunho. Ambos aguardam julgamento em liberdade.
Apesar do trauma, Igor tenta retomar a vida. Desde março, ele concilia o trabalho no canal com a função de setorista do Botafogo na Rádio Craque Neto, convite feito pelo próprio ex-jogador e apresentador. Mas as sequelas físicas e psicológicas continuam presentes.
“Ainda sinto dores quase que diárias e continuo tomando remédios para dormir e para ansiedade e depressão”, relatou. Em postagem nas redes sociais, o influenciador exibiu a cicatriz no abdômen e reforçou o pedido: “Só peço justiça. Nada mais”.














