Incineração de maconha na Maré começa após maior apreensão de drogas do país

Incineração de maconha na Maré

A incineração de maconha na Maré teve início na manhã desta quarta-feira (15), marcando mais uma etapa da operação que resultou na maior apreensão de drogas já registrada no Brasil. Parte das 48 toneladas do entorpecente, encontradas na semana passada no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro, começou a ser destruída sob forte esquema de segurança.

O transporte da droga contou com uma grande mobilização das forças de segurança. Dois caminhões foram posicionados em um pátio na Cidade da Polícia e, por volta das 7h30, iniciaram o deslocamento escoltados por diversas viaturas das polícias Civil e Militar. Motociclistas da PM abriram caminho durante o trajeto, enquanto cruzamentos foram temporariamente interditados para garantir a segurança da operação. Helicópteros, incluindo uma aeronave blindada, também acompanharam o comboio.

A carga seguiu pela Avenida Brasil em direção à Zona Oeste e foi encaminhada para uma siderúrgica localizada em Santa Cruz, onde a incineração está sendo realizada. Após cerca de duas horas de viagem, os veículos chegaram ao destino final, dando início ao processo de destruição do material ilícito.

“Exige uma segurança maior nesse deslocamento, tendo em vista que passamos por diversas localidades dominadas pelo tráfico de drogas. Então, exige uma atenção maior nesse trajeto”, afirmou o capitão do Batalhão de Ações com Cães, Victor Martines.

A maconha foi localizada na noite da última quarta-feira (8), escondida dentro de uma cisterna concretada que funcionava como um bunker em uma fábrica desativada na favela Nova Holanda. A operação de remoção mobilizou cerca de 250 policiais e durou aproximadamente nove horas, resultando na apreensão de mais de 24,6 mil tabletes distribuídos em quatro caminhões.

Um cão farejador da Polícia Militar, da raça pastor-belga-malinois, foi responsável por localizar o esconderijo da droga. Segundo as autoridades, a apreensão representa um marco histórico no combate ao tráfico de entorpecentes no país.

Neste primeiro momento, apenas parte da carga está sendo incinerada. O restante será destruído gradualmente nos próximos dias, conforme os procedimentos legais e operacionais.

“Em geral, esse processo é demorado, mas em virtude da grande apreensão, a gente conseguiu realizar essa destruição em tempo recorde”, destacou Luciene Alves, diretora do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE).

A ação reforça o empenho das forças de segurança no enfrentamento ao tráfico de drogas e evidencia a importância da integração entre diferentes órgãos para garantir a efetividade das operações policiais.

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