A investigação sobre o caso do idoso encontrado morto dentro de casa na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, teve um novo desdobramento nesta sexta-feira (23). A 37ª DP (Ilha do Governador) confirmou que Dário Antonio Raffaele D’Ottavio tinha dois benefícios ativos no INSS, mesmo após já estar morto há meses.
Segundo o delegado Felipe Santoro, responsável pela investigação, o idoso recebia uma aposentadoria e uma pensão por morte. A informação reforça a linha de apuração que aponta possível motivação financeira dos filhos, Marcelo e Tânia, que foram presos em flagrante por ocultação de cadáver, resistência e lesão corporal.
— “As diligências revelaram que Dário mantinha dois benefícios ativos junto ao INSS. Isso fortalece a tese de que os filhos possam ter mantido o corpo no imóvel para continuar recebendo esses valores”, explicou Santoro.
O corpo foi encontrado na última quarta-feira (21), em avançado estado de decomposição, dentro do apartamento onde Dário morava com os filhos. Eles seguem internados, sob custódia, em uma unidade psiquiátrica.
A polícia já solicitou oficialmente ao INSS o histórico detalhado dos pagamentos dos dois benefícios e vai investigar se houve movimentações bancárias suspeitas durante o período em que o idoso já estava morto.
Apesar do avanço nessa linha financeira, a Polícia Civil não descarta outras possibilidades, incluindo a de homicídio. A perícia ainda tenta esclarecer a real causa da morte e desde quando, exatamente, o corpo estava na residência.














