Hospital de campanha em Nova Iguaçu vira palco de festas e gera demissões

Funcionários são flagrados fazendo festa no antigo Hospital de Campanha de Nova Iguaçu

O hospital de campanha em Nova Iguaçu virou alvo de denúncias após funcionários terceirizados serem flagrados utilizando o espaço público para a realização de festas, o que resultou em demissões.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram trabalhadores promovendo churrascos e consumindo bebidas alcoólicas dentro da estrutura que foi montada durante a pandemia de Covid-19. Em um dos vídeos, um homem aparece pulando de uma estrutura elevada, apontada como um gerador, para dentro de uma caixa d’água.

As cenas chamaram atenção pela incompatibilidade com a finalidade do local, que foi criado para reforçar o atendimento de saúde em um dos períodos mais críticos da pandemia.

Mesmo desativado, o hospital de campanha continua sendo considerado patrimônio público, o que reforça a gravidade do uso indevido do espaço.

“É um absurdo que os seguranças que prestam serviço para o hospital de campanha usem o espaço indevidamente para fazer festas, churrascos, entre outras práticas. Usam gerador como trampolim pra pular na caixa d’água. E o dinheiro público está sendo usado”, relatou um morador da região, em depoimento ao Bom Dia Rio.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, após tomar conhecimento das imagens, foi solicitado à empresa terceirizada responsável o desligamento dos funcionários envolvidos.

A pasta não informou quantos trabalhadores foram demitidos, mas confirmou que medidas foram adotadas para evitar novos episódios semelhantes.

O caso levanta questionamentos sobre a fiscalização de estruturas públicas desativadas e o uso indevido de espaços que, mesmo fora de operação, continuam sob responsabilidade do poder público.

A situação também reacende o debate sobre a preservação do patrimônio e o respeito à memória de equipamentos que tiveram papel fundamental durante a pandemia.

O episódio expõe falhas de controle e reforça a necessidade de maior vigilância — principalmente em locais que, mesmo silenciosos hoje, já foram essenciais para salvar vidas.

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