Os homicídios em Angra aumentaram nos primeiros quatro meses de 2025, segundo levantamento do Instituto de Segurança Pública (ISP), acendendo o alerta entre autoridades locais. A cidade, que registrou queda em diversos outros índices de criminalidade, viu as mortes violentas crescerem no comparativo com o mesmo período do ano anterior.
Apesar do avanço em políticas de segurança, como a atuação do Programa de Integração na Segurança (Proeis), os números indicam que os assassinatos continuam a ser um dos principais desafios do município. Ao todo, foram registrados 17 homicídios entre janeiro e abril deste ano — uma média inferior a um por semana, mas suficiente para provocar preocupação entre lideranças públicas e moradores.
Em contrapartida, crimes como roubos a pedestres, veículos e em ônibus apresentaram redução significativa. De acordo com a prefeitura, a queda é resultado de operações coordenadas com o 33º BPM e o reforço de 50 policiais via Proeis. “As operações de choque de ordem têm sido decisivas na redução da criminalidade”, destacou o prefeito Cláudio Ferreti, que homenageou o batalhão por seu desempenho.
Ainda assim, Angra segue enfrentando graves problemas, como a violência contra a mulher — com quase duas ocorrências de agressão por dia — e a necessidade de atuação contínua em áreas de risco, onde o tráfico ainda impõe desafios à segurança pública. Viaturas tipo Caveirão e reforços na Patrulha Maria da Penha são algumas das medidas que vêm sendo adotadas.
Enquanto isso, Volta Redonda, outro município analisado no levantamento, apresentou aumento nos roubos em ônibus e de celulares, embora a maior parte dos índices tenha caído ou permanecido estável. Para reforçar a segurança, a cidade assinou recentemente um termo de cooperação com o governo do estado, que prevê a instalação de uma unidade do Batalhão de Ações com Cães (BAC) e a chegada de 27 viaturas semiblindadas.
“A união com o Governo do Estado tem trazido mais segurança para Volta Redonda e municípios vizinhos”, declarou o prefeito Antônio Francisco Neto. Já o secretário de Segurança Pública, coronel Marcelo Menezes, reforçou que o novo BAC ampliará a capacidade de resposta da Polícia Militar, principalmente em operações de maior risco.
Ambas as cidades seguem monitoradas pelas forças estaduais e municipais, e os dados do ISP deverão embasar novas ações e políticas públicas até o fim do ano.














