O homicídio de corretor Wanderley Guanais Mineiro, de 63 anos, ganhou um novo contorno após a polícia revelar que o principal suspeito — o eletricista Cassius Maximiliano Brancatti, de 48 — mantinha com ele uma relação secreta. Cassius confessou ter assassinado o corretor dentro de uma obra na Praia Grande, litoral de São Paulo, alegando que a vítima ameaçava expor o caso à sua esposa.
O corpo foi encontrado na segunda-feira (10) dentro do banheiro do prédio em construção, no bairro Tupi. A vítima tinha uma perfuração na região cervical. Wanderley havia ido ao local a trabalho no domingo, dia do crime, quando imagens de câmeras de segurança registraram Cassius entrando no edifício por volta das 9h30 e saindo cerca de 20 minutos depois carregando a mochila do corretor.
A polícia chegou ao eletricista após identificar o carro utilizado no dia do homicídio. Ele foi preso na residência onde mora, em Nova Mirim, e acabou confessando o crime. Na casa, agentes apreenderam dois celulares pertencentes a Wanderley. A Justiça já foi acionada para autorizar a quebra de sigilo telemático e aprofundar a investigação.
Segundo o delegado Angel Martinez, a confissão não encerra as apurações sobre a motivação do crime. Embora Cassius alegue ter agido após ser ameaçado de exposição, a Polícia Civil ainda trabalha para confirmar se o assassinato foi de fato passional ou se houve outra dinâmica envolvida. Inicialmente registrado como latrocínio, o caso deve ser reclassificado como homicídio doloso qualificado, cuja pena pode chegar a 30 anos de prisão.
O corpo do corretor foi localizado por um funcionário da obra, que percebeu marcas de sangue na escadaria antes de encontrar Wanderley ensanguentado dentro do banheiro. Segundo apuração da TV Tribuna, afiliada da Globo, o corretor estava sozinho no imóvel aguardando um possível cliente quando foi atacado.
O advogado da família, Maycon Mazziero, afirmou estar confiante de que a denúncia do Ministério Público — que pede julgamento pelo Tribunal do Júri — será aceita pela Justiça. Ele destacou que a morte abalou a comunidade local e aguarda que o caso avance rapidamente para responsabilizar os envolvidos.














