Homem pega 18 anos de prisão após arrastar e atropelar ex em Maricá

Maricá

A Justiça do Rio de Janeiro condenou a 18 anos de prisão o homem que arrastou a ex-mulher preso ao carro e depois retornou para atropelá-la no município de Maricá, na Região Metropolitana. A decisão põe fim ao julgamento do caso de tentativa de feminicídio que chocou os moradores da cidade.

Justiça condena agressor a 18 anos por tentar matar a ex-mulher em Maricá

O crime aconteceu quando o acusado utilizou o próprio veículo para agredir a vítima. De acordo com as investigações, a mulher foi presa ao automóvel e arrastada por metros. Em seguida, o agressor deu ré ou fez o retorno com o veículo e passou por cima dela novamente antes de fugir do local.

A condenação foi fixada pelo Tribunal do Júri da comarca de Maricá, que reconheceu as qualificadoras do crime, incluindo o motivo torpe e o recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além da condição de feminicídio. O réu cumprirá a pena inicialmente em regime fechado.

A vítima passou por atendimento médico intensivo na época do ataque devido à gravidade dos ferimentos provocados pelo impacto e pelo atrito com o asfalto. O caso vinha sendo acompanhado de perto pela população local, que cobrava punição severa para o agressor.

O que a polícia e a Justiça confirmaram sobre o crime

O processo detalhou a sequência dos fatos apresentados pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. A apuração policial provou que o acusado não aceitava o fim do relacionamento e agiu de forma premeditada ao atingir a ex-companheira com o automóvel em via pública.

As provas periciais e os depoimentos de testemunhas que presenciaram a cena foram fundamentais para sustentar o pedido de condenação. O agressor já se encontrava preso preventivamente e não poderá recorrer em liberdade, devendo continuar na unidade prisional onde cumpre a pena determinada pelo juiz.

A decisão é vista por entidades de defesa dos direitos da mulher como um passo importante no combate à impunidade em casos de violência doméstica na Baixada Fluminense e na Região Metropolitana do Estado do Rio.

Como denunciar casos de violência contra a mulher

Se você ou alguém que você conhece está sofrendo ameaças ou agressões, não se cale. O Estado do Rio de Janeiro conta com canais gratuitos e anônimos para receber denúncias e prestar socorro imediato a vítimas de violência doméstica.

  • Central de Atendimento à Mulher: Ligue 180. O serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, é gratuito e preserva o anonimato da denunciante.
  • Disque Denúncia do Rio: Ligue para o número (21) 2253-1177. O atendimento é feito com total sigilo para relatos de agressores foragidos ou crimes em andamento.
  • Emergência da Polícia Militar: Ligue 190 caso a agressão esteja acontecendo no momento ou a vítima corra risco de morte iminente.

Também é possível registrar o boletim de ocorrência em qualquer Delegacia de Polícia Civil ou buscar atendimento especializado nas Delegacias de Atendimento à Mulher (DEAM). Na região de Maricá, a população pode procurar a 82ª DP para relatar episódios de agressão e solicitar medidas protetivas de urgência.

O que fazer se você foi vítima de agressão ou ameaça

Mulheres que enfrentam situações de violência doméstica devem procurar ajuda especializada o mais rápido possível. O primeiro passo é registrar a ocorrência na delegacia mais próxima para solicitar as medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha.

Essas medidas podem proibir o agressor de se aproximar da vítima, de frequentar os mesmos locais e de manter qualquer tipo de contato por telefone ou redes sociais. Para solicitar o documento, a vítima deve apresentar documento com foto e relatar o histórico de ameaças ou agressões sofridas.

Além das delegacias, a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro e os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) dos municípios oferecem apoio jurídico e psicológico gratuito para orientar e proteger as vítimas e seus filhos.

Foto: Povo na Rua

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