Um homem morto em pagode na Baixada Fluminense teve a execução registrada por câmeras de segurança. O crime aconteceu na madrugada de sábado (11), em Comendador Soares, Nova Iguaçu, e a vítima foi identificada como Jorge Mauro Ruas de Paiva, de 51 anos. Imagens divulgadas pelo portal g1 mostram o momento exato em que o atirador se aproxima com um copo em uma mão e um revólver na outra, efetuando dois disparos à queima-roupa contra a vítima.
Mesmo com o bar lotado, o criminoso agiu com frieza. Logo após os disparos, o local entrou em pânico, com dezenas de pessoas correndo para se abrigar. A festa, que tinha clima descontraído de um pagode típico de fim de semana, se transformou em cenário de medo e tragédia.
De acordo com relatos obtidos pela reportagem do g1, testemunhas contaram à polícia que Jorge Mauro havia discutido com o suspeito momentos antes do crime. A motivação exata da briga ainda é investigada. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) está à frente do caso e analisa as imagens captadas pelas câmeras de segurança para tentar identificar e localizar o autor dos disparos.
O vídeo mostra claramente o rosto do suspeito e a dinâmica da execução. Nas imagens, o homem caminha calmamente em meio à multidão, aproxima-se da vítima sem qualquer hesitação e saca a arma de forma repentina. Os disparos são feitos a curta distância, e Jorge Mauro cai no chão enquanto o público entra em desespero. Após os tiros, o autor sai do local antes da chegada da polícia.
A vítima, segundo amigos e familiares, era frequentador assíduo da roda de pagode e conhecido na região. O clima entre os moradores de Comendador Soares é de consternação. Pessoas próximas a Jorge Mauro afirmam que ele era querido e não costumava se envolver em confusões.
A Polícia Civil trabalha com a possibilidade de crime motivado por desentendimento pessoal e não descarta nenhuma linha de investigação. Os agentes da DHBF recolheram imagens de câmeras de outros estabelecimentos da região e também buscam testemunhas que possam fornecer detalhes sobre a briga e sobre o paradeiro do atirador.
A equipe responsável pelo caso também solicitou imagens adicionais da noite do evento, visando traçar a movimentação do suspeito antes e depois do crime. Até o momento, não houve prisão.
O assassinato de Jorge Mauro expõe mais uma vez a vulnerabilidade de eventos populares em áreas da Baixada Fluminense, onde a presença policial costuma ser limitada. Moradores reclamam da sensação de insegurança e do aumento da violência em espaços que deveriam ser de lazer e convivência.
A Prefeitura de Nova Iguaçu não se manifestou sobre o ocorrido até a publicação desta matéria. O corpo de Jorge Mauro foi levado para o Instituto Médico Legal da cidade, e o sepultamento deve acontecer neste domingo (12).
Enquanto a investigação avança, amigos e familiares se mobilizam nas redes sociais pedindo por justiça. A expectativa é que, com as imagens nítidas captadas pelas câmeras, o autor do crime seja identificado e responsabilizado em breve.














