Um homem de 31 anos morreu na madrugada desta terça-feira após morder a orelha de um médico e ser contido e algemado por policiais militares dentro de um prédio residencial. O caso aconteceu na Rua Dona Antônia de Queirós, na região central.
Agressão em condomínio termina com imobilização e morte
A Polícia Militar foi chamada para atender a uma ocorrência de agressão violenta em um condomínio. Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram a vítima, um médico de 41 anos, com ferimentos graves pelo corpo.
O médico relatou que foi surpreendido e atacado dentro do imóvel por Anderson Felipe Pereira Santos, de 31 anos. Segundo o depoimento inicial registrado pelas equipes que atenderam o chamado, Anderson parecia estar em um surto psicótico.
De acordo com o relato da vítima à polícia, o agressor mordeu e decepou parte de sua orelha durante a luta corporal. O suspeito também teria tentado arremessar o profissional de saúde pela janela do apartamento antes da chegada dos agentes de segurança.
Quando os policiais militares entraram na residência, encontraram Anderson descontrolado. Ele estaria batendo a própria cabeça contra a parede, gritando frases desconexas e se arrastando sobre pedaços de vidro espalhados pelo chão.
Os agentes tentaram acalmar o homem enquanto aguardavam apoio médico. Como a agitação colocava a integridade física de todos em risco, a equipe decidiu usar a força moderada para imobilizá-lo e aplicar algemas.
Pouco depois de ser contido no chão, o homem parou de resistir e começou a apresentar sinais de mal súbito. Os próprios policiais iniciaram manobras de primeiros socorros, realizando massagem cardíaca até o socorro especializado chegar.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência chegou ao condomínio e assumiu os procedimentos de reanimação. Durante cerca de 30 minutos, os socorristas aplicaram medicamentos de emergência e tentaram estabilizar os sinais vitais, mas Anderson não resistiu e faleceu no local.
O que já se sabe sobre o caso
A ocorrência foi apresentada à Polícia Civil, que assumiu a investigação para esclarecer todas as circunstâncias do fato. O corpo foi encaminhado para exames necroscópicos e toxicológicos no Instituto Médico Legal para determinar a causa exata do óbito.
Os peritos da Polícia Científica realizaram uma vistoria completa no apartamento onde aconteceram as agressões. A perícia recolheu materiais, analisou os fragmentos de vidro no chão e documentou as manchas de sangue para montar a dinâmica da briga.
A investigação vai confrontar os laudos técnicos com as declarações prestadas pelos PMs e pelo médico agredido. Imagens das câmeras de segurança dos corredores e da entrada do edifício também foram solicitadas pelos investigadores.
Quem responde pela ocorrência
A apuração criminal está a cargo da Polícia Civil, por meio da delegacia responsável pela região central. Caberá ao delegado analisar se houve excesso na atuação dos policiais militares ou se a morte decorreu exclusivamente de parada cardíaca prévia ou consumo de substâncias.
A Polícia Militar também acompanha o caso por meio de procedimento administrativo padrão, instaurado sempre que uma ocorrência com intervenção de agentes termina em morte. As armas e os equipamentos utilizados não registraram disparos no local.
O médico de 41 anos recebeu os primeiros atendimentos no próprio edifício e precisou ser encaminhado a uma unidade de saúde para avaliação cirúrgica devido à perda de parte da cartilagem da orelha.
Como denunciar situações de risco e emergência
Em episódios de violência doméstica, invasão de domicílio ou surtos com perigo iminente dentro de prédios e residências, a recomendação das forças de segurança é ligar imediatamente para o telefone de emergência da Polícia Militar pelo número 190.
Para casos em que pessoas estejam em sofrimento psíquico evidente ou precisem de suporte pré-hospitalar com risco à vida, a ligação deve ser feita para o Samu, pelo telefone 192, com atendimento 24 horas por dia em todo o país.
Informações e pistas sobre crimes em andamento ou testemunhos adicionais que ajudem em apurações policiais podem ser repassados de forma totalmente anônima por meio do Disque Denúncia, sem necessidade de identificação do informante.















