Acusado de estupro de nora com deficiência retorna à prisão após decisão judicial
Um homem de 69 anos, que já havia sido preso temporariamente em maio, foi novamente detido e teve a prisão preventiva decretada sob a acusação de estuprar a própria nora, uma mulher de 55 anos com deficiência. A decisão da Justiça, baseada em novos elementos reunidos pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Contra a Pessoa com Deficiência (Decrin), indica a gravidade das acusações.
A vítima, antes de perder a capacidade de comunicação, conseguiu relatar à família que o sogro seria o autor dos abusos. As informações foram divulgadas pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A gravidade dos crimes é evidenciada pelas lesões sérias sofridas pela mulher.
Após os abusos, a vítima precisou ser internada por um longo período no Hospital Regional de Ceilândia (HRC). Ela contou à filha do acusado, de 39 anos, que o homem teria cometido os crimes. A filha do investigado já possuía medida protetiva contra o pai, devido a episódios anteriores de ameaças e violência psicológica, enquadrados na Lei Maria da Penha.
Novos elementos fundamentam prisão preventiva
A prisão temporária inicial, realizada em 22 de maio, durou poucos dias, mas a Decrin continuou as investigações. A coleta de novas provas e depoimentos foi crucial para que a Justiça reavaliasse o caso e determinasse a necessidade da prisão preventiva do idoso, impedindo sua liberdade enquanto o processo segue.
Vítima sofreu lesões graves e precisou de internação prolongada
De acordo com a PCDF, os abusos resultaram em **lesões graves** para a mulher de 55 anos. A gravidade das agressões exigiu um longo período de internação no Hospital Regional de Ceilândia (HRC), onde a vítima recebeu tratamento médico e psicológico. O relato da vítima foi fundamental para o andamento das investigações.
Filha do acusado possuía medida protetiva contra o pai
É importante destacar que a filha do investigado, que recebeu o relato da nora, já havia buscado proteção contra o próprio pai. Ela possuía uma **medida protetiva** em seu favor, decorrente de ameaças, injúrias e violência psicológica anteriores, configurando um histórico de comportamento agressivo por parte do acusado.
Acusado responderá por ameaça e descumprimento de medida protetiva
O homem, cuja identidade não foi revelada, foi autuado pelos crimes de **ameaça**, **descumprimento de medida protetiva de urgência** e **perturbação do sossego**. A reincidência e a gravidade dos atos levaram à decretação de sua prisão preventiva, visando garantir a segurança da vítima e a instrução processual.














